Todo governo precisa de lideres de sua base aliada, tanto no Congresso Federal, Câmara dos Deputados e Senado Federal. É de praxe que os escolhidos sejam homens de confiança do Planalto e que possuam uma boa abertura com os colegas de Casa Legislativa. No governo de Michel Temer não é diferente, três são os parlamentares que articulam os interesses do governo no Legislativo Federal. E o peemedebista escolheu a dedo os seus representantes, figuras que se encaixam perfeitamente na característica de seu governo: todos são investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro em esquemas envolvendo a Petrobras.

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Na última semana, Michel Temer fez um rodízio entre os seus líderes nas três Casas. Romero Jucá (PMDB-RR), presidente nacional do PMDB e nove envolvido em inúmeras investigações no STF, além de colecionar projetos polêmicos e ter sido pego em uma gravação, no mínimo, polêmica com Sérgio Machado, é o líder do governo de Michel Temer no Senado Federal. Anteriormente, ele ocupava o cargo de líder do governo no Congresso, mas no última sábado (4) houve a mudança. O novo líder de Temer no Congresso é o deputado André Moura (PSC-SE), fiel aliado de Eduardo Cunha. Moura era o líder do peemedebista na Câmara antes de ocupar a vaga agora no Congresso. O novo líder de Temer na Câmara dos Deputados é Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

Todos os três, mesmo de partidos diferentes, respondem como lideres do governo Temer no Legislativo.

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Além disso, também possuem em comum o fato de serem investigados pelo STF em diversos inquéritos envolvendo corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito da Lava Jato. Os três, além das denuncias na Lava Jato, também respondem outras acusações.

Denúncias

Romero Jucá responde a nada mais nada menos do que oito investigações no STF. No inquérito de número 3989, ele é investigado por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e corrupção passiva. Já nos inquéritos 3297, 2116 e 2963 por crimes eleitorais, de responsabilidade e contra a ordem tributária, apropriação indébita previdenciária e falsidade ideológica. Nos inquéritos 4211, 4267, 4326 e 4347, todos do ano passado, responde por crimes de corrupção passiva e ativa, ocultação de bens e formação de quadrilha.

André Moura responde a quatro inquéritos e três ações penais. Uma das denúncias envolvendo o nome do deputado recai sobre o envolvimento em uma tentativa de assassinato. Foi condenado por improbidade administrativa quando era prefeito da cidade de Pirambu (SE).

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Também é acusado de, junto com outros aliados de Cunha, chantagear empresas por favorecimentos na Câmara.

Aguinaldo Ribeiro responde a dois inquéritos no Supremo, sendo um deles no âmbito da Lava Jato. Ele é acusado de receber dinheiro de esquemas de corrupção na Petrobras pela cota de seu partido.

De praxe

Não é de se surpreender que todos os lideres do governo Temer estejam envolvidos em esquemas e investigados na Lava Jato. Nos ministérios, por exemplo, cinco ministros respondem ações criminais no STF e outros nove ou foram delatados na Lava Jato ou aparecem nas planilhas da Odebrecht. #Dentro da política