O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que passou de pessoa muito querida e admirada para uma figura bastante polêmica entre os brasileiros nos últimos anos, em decorrência das investigações da operação #Lava Jato, já é considerado pré-candidato, a disputar pela sexta vez a presidência do Brasil. #Lula e os coordenadores do Partido dos Trabalhadores - PT, tentam se organizar para fazer o lançamento da candidatura antes do mês de maio.

A antecipação seria com o objetivo de que Lula já sentaria na condição de pré-candidato diante do juiz Sérgio Moro, para seu depoimento no processo da investigação Lava Jato, em que é acusado de ter sido beneficiado pela construtora OAS na compra de um apartamento tríplex no Guarujá (SP), que ele nega e diz ser vítima de um complô e perseguição política.

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Boa parte dos petistas avaliam que a candidatura de Lula deveria ser lançada apenas em julho, durante o congresso do PT em São Paulo, porém, em decorrência da necessidade do depoimento ao Juiz Sérgio Moro em maio, um grupo do partido defende que seja lançada imediatamente a candidatura dele ao pleito de 2018. O anúncio da intenção de disputar a eleição é uma estratégia para criar um fato político e, em caso de condenação, fará com que seja reforçado o velho discurso adotado desde que passou a figurar como investigado na Lava Jato, que coloca Lula na condição de vítima.

Como pré-candidato, Lula ganhará mais força junto aos seus simpatizantes, o que o ajudaria a mobilizar ainda mais seus seguidores para acompanhar em Curitiba seu depoimento ao juiz #Sergio Moro (descrito por Lula como sendo o seu algoz), já que a CUT se mobiliza para organizar caravanas com os simpatizantes e seguidores do ex-presidente para fazer uma espécie de vigília na frente do prédio da Justiça Federal.

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Porém, o PT tem consciência que, caso Lula venha a ser condenado em primeira e segunda instância em algum dos cinco processos que responde na justiça, ele cairá na lei da ficha limpa, o que faria com que ficasse impedido de disputar as eleições em 2018.