Nesta quarta-feira (8), o ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva teve mais uma derrota na Justiça. Um pedido prolatado pela defesa do petista com a intenção de suspender o 'Cara a Cara' com o juiz federal Sérgio Moro foi negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A audiência fica mantida para o dia 3 de maio de 2017.

Entenda o ocorrido

O ex-presidente entrou com pedido de liminar para impedir a tramitação em uma ação penal que corre em seu desfavor na 13ª Vara Federal, em Curitiba, no estado do Paraná. Lula deverá ser questionado sobre um apartamento Tríplex, localizado no litoral paulista do Guarujá. A improcedência da deliberação foi de autoria do ministro Félix Fischer.

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A negativa de Fischer requer ainda o parecer imediato do Ministério Público Federal (MPF) sobre o caso. A decisão do habeas corpus deverá seguir os procedimentos naturais, ou seja, a apreciação de todos os desembargadores da Quinta Turma do STJ. Ressalta-se que, até o momento, não há data definida para que a matéria seja colocada em pauta, prevalecendo assim, a deliberação do ministro até o julgamento final.

Os advogados do ex-presidente alegaram no mérito a nulidade absoluta do caso, na condição de "suspeição do juiz federal Sérgio Moro", segundo eles, o magistrado não poderá de forma alguma conduzir as investigações contra Lula, uma vez que não dispõe do Princípio da Imparcialidade, ou seja, o juiz Moro é totalmente parcial e quer a todo custo condenar o petista.

Lula, em Curitiba, se tornou réu pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro em ação penal, que supostamente alcançou o recebimento de aproximadamente R$ 3,7 milhões em vantagens indevidas (propinas) da OAS, as acusações são referentes ao esquema de corrupção que ocorreu na Petrobras, na gestão do petista.

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Dentre os valores, estão inclusos reformas de um tríplex no Guarujá e os pagamentos de vários contêineres para armazenamentos de objetos valiosos do petista.

Os advogados de Lula alegaram ao STJ uma série de situações que, segundo eles, corroboraram para revelar a verdadeira conduta de Moro, como, por exemplo, a condução coercitiva sofrida pelo ex-presidente, o cumprimento de busca e apreensão no domicílio de Lula e em seu trabalho (Instituto Lula), além de o magistrado extrapolar sua competência com a quebra do sigilo telefônico, juntamente com a divulgação de conversa particulares entre o petista e a ex-presidente Dilma Rousseff. #Lava Jato #Sergio Moro