É nítido que os atuais políticos que ocupam o poder no Planalto Central, chefiados pelo presidente da República #Michel Temer, divergem diametralmente da conduta político-administrativa da ex-presidente Dilma Rousseff e principalmente do antecessor da mesma, o pernambucano Luiz Inácio #Lula da Silva. Tanto é assim, que no último dia 10 de março, sexta-feira, Temer, ao visitar o Estado da Paraíba, discursou e afirmou não querer a "paternidade" das obras de construção civil relativas à transposição do rio São Francisco. Não é a toa que Michel Temer estava no Nordeste, uma vez que tinha a incumbência de inaugurar o denominado eixo leste da transposição, que foi o que ficou pronto primeiro.

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Temer foi um pouco mais além, ao dizer que a paternidade do mega-projeto pertencia ao povo nordestino.

Entretanto, o cenário exposto acima não é percebido como uma unanimidade no que concerne ou não à paternidade de transposição do rio São Francisco, uma vez que aliados em potencial da candidatura de Lula para concorrer às eleições para presidente do Brasil em 2018 estão agindo para que tanto Lula quanto Ciro Gomes, ex-ministro do mesmo, possam também ir à Paraíba para eles sim, fazerem uma inauguração informal de parte das obras de transposição do São Francisco que já foram finalizadas.

Tudo isso porque, na realidade, foi Lula, quando era presidente, que idealizou a obra e Ciro, que no cargo de executor e ministro da pasta de Integração Nacional do governo do PT, foi o responsável por iniciar a transposição.

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Outro político de peso que pretende estar na solenidade é Ricardo Coutinho, o governador do Estado paraibano, o qual publicamente fez questão de conceder a Lula e sua sucessora Dilma os méritos de tal obra faraônica; todavia, essa espécie de reconhecimento público foi excluído intencionalmente por Michel Temer no que diz respeito à autoria das obras de transposição.

Não é porque o evento a ser agendado é algo informal ou sem o reconhecimento solene de Temer e sua trupe, que será de menor importância, tanto é que se espera que na ocorrência do mesmo, seja feito o anúncio informal da candidatura de Lula 2018 para presidente do Brasil.

Um ingrediente que apimenta ainda mais essa "sopa política nacional" é o fato concreto de que, além de Lula e Ciro serem aliados, o que não pode ser menosprezado de forma alguma devido à magnitude da aliança entre ambos, os dois também foram parceiros singulares na idealização e condução da obra de transposição do São Francisco, tendo participação zero de Temer na ocasião.

Independente da inclinação política de cada brasileiro ou de qualquer outra pessoa que aqui vive, fica explícito que um número maior de políticos, parlamentares da situação e empresários que baseiam as suas vidas na corrupção, buscam vergonhosamente "tirar uma casquinha" dos resultados até bem pouco tempo impossíveis de acontecer para a maioria das pessoas. #CiroGomes