Para provar que a carne brasileira é segura, o presidente Michel Temer levou embaixadores dos países que mais importam carne do Brasil em uma churrascaria de Brasília/DF, na noite deste domingo (19). No entanto, a churrascaria, que fica no Setor de Clubes Sul, só trabalha com carnes bovinas importadas da Argentina, Uruguai e Austrália. A informação foi confirmada para a imprensa por funcionários do local. Apenas as carnes suínas e de frango seriam nacionais.

Temer comeu picanha bovina, carne de frango, queijo coalho assado e tomou uma caipirinha. Após a polêmica, o gerente da churrascaria afirmou que a carne importada estaria em falta e por isso foi servida carne brasileira.

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A Presidência reservou 80 lugares, sendo que o rodízio no local sai por R$ 119 por pessoa. Temer tentou acalmar os ânimos e reduzir a crise em um setor que movimenta a economia do país, mas que foi abalado pela Operação Carne Fraca. "Então, não é para causar um terror que hoje está possivelmente se imaginando em relação ao exterior", afirmou o presidente.

Temer destacou ainda que menos de 0,5% das fábricas estão envolvidas nas irregularidades apresentadas pela Polícia Federal. O chefe de Estado também rebateu acusações de que a PF teria exagerado na operação "Carne Fraca", que revelou adulteração na data de vencimento, mistura com papelão e uso de ácido para disfarçar o cheiro de carnes podres em fábricas da "JBS" e "BRF", proprietárias de marcas como "Sadia", "Perdigão", "Seara" e "Friboi".

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Políticos e produtores da Europa tentam se aproveitar da situação para derrubar a concorrência do Brasil, pedindo que a União Europeia feche as fronteiras para a entrada da carne brasileira. A Bélgica tem um acordo, firmado há alguns anos, para importação de carne do Brasil e é considerada a porta de entrada para a carne do Brasil em países na Europa. Existe uma pressão interna para que esse acordo seja rompido. No entanto, o governo da Bélgica, com sede em Bruxelas, informou publicamente que não houve o registro de qualquer caso de fraude nas importações brasileiras desde que o acordo foi firmado. #MichelTemer #Política #2017