Nesta quinta-feira (30), o Ministério Público Eleitoral (MPE) entregou parecer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pedindo a #cassação da chapa Dilma-Temer, que foram eleitos presidente e vice em 2014.

Além disso, o vice-procurador-geral eleitoral Nicolao Dino incluiu o pedido de inelegibilidade de #Dilma Rousseff pelos próximos oito anos, sob a alegação de que a ex-presidente tinha conhecimento de verbas para o "caixa 2" da campanha eleitoral.

Outras partes no processo, PT, PMDB e PSDB, também entregaram alegações finais.

O parecer, que está sob sigilo, é uma das peças que serão levadas a julgamento. Os argumentos do vice-procurador se baseiam nas delações de Marcelo Odebrecht, que teria mencionado o fato de que João Santana, que recebia o dinheiro, era relacionado diretamente com Dilma e Guido Mantega, ex-ministro.

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Marcelo teria dito também, que alertou a ex-presidente, dizendo que "aquele seu amigo está sendo bem atendido", segundo ele, referindo-se a Santana e à verba destinada ao caixa 2 da campanha.

Para o MPE, os depoimentos de Odebrecht não deixam dúvidas sobre o envolvimento de Guido Mantega quanto a "ilícitos eleitorais", que teriam sido "canalizados" para a campanha a partir de maio de 2014.

Ainda de acordo com o parecer, Dilma teria sido omissa, nada fazendo para evitar a prática de condutas ilegais, considerando seu conhecimento do ocorrido, o que justificaria seu impedimento para concorrer a cargos públicos por 8 anos.

Já quanto a Temer, o MPE optou por ter outra conduta. Segundo o que já foi divulgado, o atual presidente não foi incluído no pedido de inelegibilidade, embora tenha sido relatado pelas testemunhas que Temer compareceu a um jantar, juntamente com Marcelo Odebrecht, Eliseu Padilha e Claudio Mello Filho, no qual foi discutida a doação de 10 milhões ao PMDB.

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No entendimento do MPE, o episódio não caracterizaria o conhecimento do presidente sobre caixa 2, já que a expressão não teria sido dita explicitamente na ocasião.

Diante do exposto, algumas questões deixam dúvidas, pois a suposição do conhecimento de Dilma é suficiente para que se torne inelegível, enquanto que se passa a supor que Temer imaginou que a doação não seria ilegal e, portanto, ele pode continuar a carreira política sem nenhum percalço.

Entretanto, o MPF considera que não é viável a "cisão" da chapa, o que significa que, dependendo do resultado do julgamento, ambos devem ser cassados. Temer perderia então o mandato atual, mas, ao contrário de Dilma, estaria livre para se candidatar. #Michel Temer