A temperatura política em Brasília tende a aumentar de modo exponencial e causar grande preocupação entre parlamentares, principalmente, com a divulgação da segunda lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O ambiente tenso já se traduz em diversas ações no âmbito da Operação Lava-Jato, no Supremo Tribunal Federal (STF), cuja relatoria encontra-se em mãos do ministro Luiz Edson Fachin, que assumiu os trabalhos de investigação em relação a políticos com prerrogativas de foro privilegiado, após a morte do ministro Teori Zavascki, em um trágico acidente aéreo no Rio de Janeiro.

Denúncia contra Renan Calheiros

Nesta quarta-feira (15), o ministro Fachin determinou que os mandados de citação fossem expedidos, em se tratando do ex-presidente do Congresso Nacional, senador #Renan Calheiros (PMDB-AL), além de seu aliado, senador Aníbal Gomes (PMDB-CE) e um executivo da empreiteira Serveng, possam todos apresentar, através de suas defesas, resposta em relação às denúncias contra eles proferidas.

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A acusação contra Renan, formulada pelo Ministério Público Federal, aponta que o senador alagoano recebeu propina proveniente dos cofres públicos da Petrobras, que totalizam aproximadamente, a quantia de R$ 800 mil, através de todo um esquema de #Corrupção instalado na maior estatal brasileira.

Tudo teria acontecido no ano de 2010, através de doações eleitorais ao PMDB. A acusação sinaliza ainda, que os valores envolvidos seguiram do Diretório Nacional do PMDB de Alagoas, para Renan Calheiros, mediante várias operação fracionadas, que seriam uma "estratégia para lavagem de dinheiro", segundo os investigadores. A denúncia da Lava-Jato é ainda mais enfática, ao solicitar que Renan e os outros envolvidos percam suas funções públicas.

Defesas contestam

Os investigados devem apresentar suas defesas ao STF, num prazo corrido de 15 dias, a partir do momento que receberam as notificações do Supremo.

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A defesa de Renan Calheiros afirmou que ele "sempre defendeu qualquer investigação e que nenhum homem público deve se colocar acima das investigações", ressaltou. Já a defesa do deputado Aníbal Gomes "entende que não existem elementos para oferecimento de denúncia".

#Lava Jato