O juiz federal Sérgio Moro condenou, nesta quinta-feira (30), o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, a 15 anos de prisão. Aproveitando do despacho feito da prisão do ex-deputado, o juiz também repudiou esse projeto vergonhoso de abuso de autoridade defendido pelo ex-presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR).

Primeiramente #Moro enalteceu Teori Zavascky, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) que faleceu em janeiro deste ano, vítima de um acidente aéreo, depois o juiz falou da aprovação do novo projeto de abuso de autoridade. De acordo com Moro, esse projeto terá o efeito de criminalizar a interpretação da lei.

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"A aprovação desse projeto pode colocar em risco a independência judicial, favorecendo aos interesses dos poderosos", ressalta o juiz.

Sérgio Moro confia que o Congresso possa proceder com sabedoria e evitar que medidas facilitem a #Corrupção e garantia de esquemas criminosos de políticos envolvidos em escândalos.

Condenação de Cunha

O ex-deputado Eduardo Cunha foi condenado pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O juiz defendeu as delações premiadas que ajudaram na punição a Cunha. Segundo o juiz, se não houvesse essa colaboração premiada, vários crimes estariam até hoje sem provas possíveis para condenações.

Sérgio Moro também comentou que as pessoas que criticam a delação premiada são pessoas favoráveis à regra do silêncio. O juiz ressaltou que todas as informações devem ser trazidas junto com provas, caso contrário, a colaboração judicial pode se tornar uma nova punição para o depoente.

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Condecorado pelo STM

Moro foi condecorado pelo Superior Tribunal Militar (STM), nesta manhã de quinta-feira (30). O juiz foi muito assediado e várias pessoas quiseram tirar selfies com ele.

Moro ganhou uma medalha das mãos do presidente do STM, José Coêlho Ferreira, e ouviu dele as seguintes palavras: "Seu trabalho é reconhecido por toda a sociedade. Você está fazendo um grande trabalho". #Senado Federal