Nesta última segunda-feira (6), o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela condução da Operação #Lava Jato, em Curitiba, determinou que a suposta cobertura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, avaliada em R$ 1,5 milhão, fosse embargada imediatamente.

Entenda o Ocorrido

A diligência foi determinada no início de fevereiro e a informação somente pode ser veiculada nesta semana. Trata-se de uma luxuosa cobertura de número 121, do edifício Holl House, situado na região interiorana de São Bernardo dos Campo, em São Paulo.

Mesmo a defesa do ex-presidente não admitindo que o imóvel seja de propriedade do petista, a residência está em uso fruto de #Lula, até porque a unidade fica de fronte ao seu apartamento, no entanto, permanece ocupada pelo petista.

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O imóvel, com área ampla de 188,9 metros totalmente privativa, foi escriturado em nome de Glaucos da Costamarques, parente do pecuarista José Carlos Bumlai, investigado e condenado pela Operação Lava Jato, além de ser amigo particular de Lula.

A polícia já monitorou todas as informações referentes à compra do apartamento e identificou que vários pagamentos foram administrados com dinheiro de vantagens indevidas (propinas da empreiteira #Odebrecht), segundo investigação do Ministério Público Federal (MPF), que apontou irregularidades nos documentos contratuais, ou seja, vias de contrato supostamente fictícias de aluguéis, juntados pela defesa de Lula em ação penal de desdobramentos da Operação Lava Jato.

O requerimento para o sequestro do imóvel foi registrado pelo MPF logo após Moro aceitar a denúncia apresentada em 19 de dezembro de 2016 e sendo acolhido em 9 de fevereiro por Oficial de Justiça da 3ª Vara Federal, de São Bernardo do Campo.

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Na ocasião do cumprimento da diligência, foi informado que o ex-presidente, em um primeiro momento, dispensou o serventuário da Justiça, alegando que não poderia recebê-lo em função de luto pelo falecimento da ex-primeira dama Marisa Letícia, revelou o segurança do petista Valmir Moraes da Silva.

Em contrapartida, o advogado de Lula Roberto Teixeira teria então ligado para o oficial, argumentando novamente que a unidade do edifício Holl House não era de propriedade do ex-presidente e sim um imóvel alugado desde 2011, concluiu o defensor. Sem apresentar nenhuma documentação que comprovasse tais argumentações da defesa de Lula, o oficial foi até o imóvel e executou o sequestro do apartamento.