Nesta terça-feira (21), o senador Paulo Paim conseguiu o que havia prometido e pelo que trabalhou com firmeza: protocolou, na Secretaria-Geral da Mesa do #Senado Federal, o pedido de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigará a real situação financeira da Previdência Social, os desvios de verbas, fraudes, sonegações, desvinculações, entre outras irregularidades ocorridas nos últimos 20 anos.

O senador conseguiu atingir a meta estabelecida [por ele] de 55 assinaturas, quando bastava 27, de apoio dos 81 senadores. Paim estabeleceu tal meta folgada para cobrir eventuais desistências. Em 13 de março, o senador Paim contava com 42 assinaturas e previa atingir as 50, hoje protocoladas.

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Ele disse à imprensa que tem a esperança de que nenhum senador "recue". "Estou convicto que se eu tivesse mais tempo, nós chegaríamos a 81 assinaturas", disse a caminho do Plenário, com pedido após audiência pública da Comissão de Direitos Humanos (CDH).

Paulo Paim foi seguido por muitos apoiadores [dos movimentos sociais] neste trajeto no Senado, que inclusive bradavam "CPI Já!", "Não à #Reforma da Previdência!".

Com previsão de ser iniciada na segunda quinzena de abril, a CPI da Reforma da Previdência terá 120 dias para realizar as investigações. A CPI, que terá 13 membros efetivos e 13 suplentes, poderá prorrogar os trabalhos por igual período, caso necessário. A comissão parlamentar chamará pessoas para depor, ouvirá testemunhas, requisitará provas documentais, fará diligências, entre outras atividades necessárias para apurar a real situação da Previdência Social.

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Após a Mesa do Senador conferir as 50 assinaturas, as lideranças dos partidos poderão apresentar os senadores escolhidos para compor a CPI. Agora, o senador Paulo Paim e demais apoiadores dos movimentos sociais e sociedade em geral torcem para que não haja desistências, e o prazo para tal é até zero hora desta terça-feira.

Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa DataSenado, r no período de 2 a 16 de março, 93% dos internautas apoiaram a instalação da CPI. E 87% (de 1.765 pessoas) acredita que a CPI vai ajudar no debate sobre a Reforma da Previdência.

Disse o senador Paim: "Quero mostrar que não há déficit, basta cobrar daqueles que não estão pagando. E se for o caso, cadeia para quem está roubando dinheiro dos aposentados e dos trabalhadores. O #Brasil tem o direito de saber o que está dentro dessa verdadeira caixa-preta".

A Confederação Brasileira dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Cobap), conforme noticiado, foi quem deu a ideia e apoio esta CPI. E o presidente da entidade, Warley Martins, tinha manifestado: “Vamos provar de uma vez por todas que não existe déficit na Previdência. Não tem rombo, tem roubo. Muita gente vai parar na cadeia. Será pior que a Operação Lava Jato”.