Nesta terça-feira (28), um relatório de inteligência financeira apontou que o senador #Renan Calheiros (PMDB-AL) efetuou dois saques em sua conta corrente no valor de R$ 300 mil em dinheiro vivo, o que naturalmente levantaram suspeitas. O documento em desfavor do peemedebista encontra-se afixado aos autos e permanece sob a competência do Supremo Tribunal Federal (STF), para eventuais esclarecimentos.

No fim do ano passado, precisamente em dezembro de 2016, o Procurador-geral da República (PGR), Rodrigo Janot, denunciou Renan Calheiros ao confirmar indícios que vinculavam o ex-presidente do #Senado Federal ao esquema fraudulento de propinas da Petrobras.

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Na verdade, o senador está sendo indiciado pelo crime de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Diante da denúncia de Janot, o parlamentar teria angariado o equivalente a R$ 800 mil em vantagens indevidas, ou seja, dinheiro ilícito. A quantia era uma espécie de pagamento pelas práticas diversas relacionadas aos favores como, por exemplo, o apoio político ao ex-presidente da estatal, Paulo Roberto Costa, já condenado e que cumpre pena pela #Lava Jato. Além disso, Renan favorecia a empreiteira Serveng no campo licitatório junto ao Governo Federal. Todos os valores eram acordados por meio de doações, o que possibilitava a ocultação de eventuais recebimentos.

Pelos mesmos crimes o PGR também incluiu ao rol de denunciados o deputado federal Aníbal Gomes, peemedebista do estado do Ceará que também concorre com as mesmas praticas de Calheiros.

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Na oportunidade, Janot, solicitou ao STF que penalize os parlamentares com a "perda das funções públicas", conforme noticiou a reportagem da revista "Veja".

Diante da documentação datada em 27 de dezembro de 2012, o senador efetuou o primeiro saque no valor de R$ 100 mil em espécie (dinheiro vivo). A operação foi realizada em sua conta corrente particular do Banco do Brasil, a transação foi confirmada e ocorreu na Capital Federal. Uma segunda operação suspeita aconteceu em 30 de dezembro de 2014, quando o senador recebeu o montante de R$ 200 mil, depositados pela empresa Agropecuária Alagoas LTDA, a retirada foi realizada na modalidade saque, em Maceió.