Acuado pelo depoimento de Marcelo #Odebrecht, o presidente Michel Temer e seus aliados já começaram a traçar uma estratégia para evitar que seu mandato seja cassado. Em delação premiada, o presidente da Odebrecht declarou que a empresa realizou pagamentos de R$ 120 milhões em caixa dois para a campanha da chapa Dilma-Temer em 2014.

Caso as denúncias sejam comprovadas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pode impugnar a candidatura, o que inviabilizaria a continuidade do mandato de Temer, alçado à presidência após o processo de impeachment de #Dilma Rousseff, em agosto de 2016.

Para evitar que isso aconteça, o Planalto quer conseguir na Justiça a separação da chapa ou a divisão da responsabilidade sobre as contas de campanha, o que livraria Temer das acusações contra a suposta verba de caixa dois recebida durante a corrida presidencial de 2014.

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Segundo a Folha de S. Paulo, a defesa do presidente Temer também estuda pedir a anulação dos depoimentos dos ex-executivos da Odebrecht, alegando que os depoimentos começaram após vazamento ilegal da delação de Cláudio Melo Filho, ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht.

De acordo com o periódico, a defesa do presidente também pode alongar a fase de apuração do processo, incluindo assim novas testemunhas de defesa e contestando os depoimentos que podem incriminar Temer. #Michel Temer