Nessa terça-feira, 7, os ministros do #STF decidiram, por unanimidade, manter a decisão do ano passado, que tornou Jair Bolsonaro (PSC-RJ), réu por injúria e incitação ao crime de #Estupro.

O deputado havia apresentado embargos de declaração, alegando que a decisão de torná-lo réu, era obscura, entretanto, para Rosa Weber, Marco Aurélio Mello, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e cia, não há obscuridade na decisão.

O processo é pelo ato cometido em dezembro de 2014, quando, em sessão do plenário, #Jair Bolsonaro repetiu uma fala de 2003, alegando que não estupraria a deputada federal, Maria do Rosário (PT-RS), porque ela não merecia.

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No dia seguinte, o deputado deu uma entrevista para o jornal ‘Zero Hora’ e não retirou o que disse, ao contrário, afirmou que Maria do Rosário era muito feia e não fazia o seu gênero, por isso “jamais a estupraria”.

Caso venha a ser condenado pelo seu ato, o parlamentar não só perderá o seu atual cargo, como ficará inelegível por até 8 anos. Segundo o político, isso é uma perseguição da esquerda, que tem medo que ele se candidate à presidência em 2018 e ganhe. O deputado também já afirmou que está preparado para o pleito eleitoral, pois ele é o que o Brasil quer e precisa.

Até o momento, o parlamentar não comentou o indeferimento de seu recurso. O político tem dedicado o dia a publicar vídeos sobre o padre Júlio Lancelotti, que expressou uma opinião que desagradou o parlamentar, e que por sua vez, o acusa de ser militante do PT e relembra que o nome do religioso já esteve envolvido em investigações de pedofilia.

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Quanto a informação do indeferimento do recurso de Bolsonaro, foi o próprio STF que divulgou a decisão, juntamente com as demais pautas abordadas pela turma.

Pela internet, militantes políticos que apoiam o parlamentar, contestam a decisão do STF e os acusam de serem “petralhas”, bem como refirmam que Maria do Rosário não merece ser estuprada, pelos motivos levantados pelo próprio deputado. Maria do Rosário ou sua assessoria, até o momento, não se manifestaram. Ainda não foi divulgado quando o processo deve ser julgado.