O operador do PMDB e possível delator, Lúcio Bolonha Funaro, está revoltado com a falta de dignidade dentro do presídio. Ele está preso desde de julho de 2016 na penitenciária da Papuda, em Brasília. Ele foi acusado de um grande esquema de #Corrupção ligado com a cobrança de propina na liberação de empréstimos do Fundo de Investimento do Fundo de garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS). Funaro foi beneficiado com milhões e sempre abusou de uma vida sofisticada com muito luxo. Mas hoje, ele está vivendo um terror no presídio.

Requerimento

Os advogados do operador entraram com um requerimento na Justiça Federal em Brasília para tentar mexer com os sentimentos do juiz Vallisney Oliveira. No requerimento, Funaro pede ao juiz que não marque audiências nas sextas-feiras porque justo nesse dia ele recebe visitas de seus familiares. Segundo ele, a sua filha pequena sente muita saudade dele. Outro fator que foi colocado no pedido ao juiz são itens de sobrevivência que as vezes não são entregues.

Os itens são: papel higiênico, meio quilo de sabão em pó, desinfetante, bolachas, doces e frutas. Conforme relato da defesa de Funaro, todas as vezes que é marcada audiência de sexta-feira, o detento não recebe esses produtos essenciais. "Ele precisa de no mínimo um pouco de dignidade no cárcere", ressalta o advogado Bruno Espiñeira Lemos.

Tratamento desigual

O advogado de Funaro também relata um tratamento desigual dada ao réu. Lemos alega que Funaro é o único que continua preso pelo juiz. O operador do PMDB foi o parceiro do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha e eles são investigados num esquema de cobrança de propinas de empresas com intenção de obter vantagens nos financiamentos do fundo.

José Yunes, ex-assessor do presidente Michel Temer afirmou em sua delação que recebeu um "pacote" das mãos de Funaro, cujo objetivo era chegar ao ministro da Casa Civil Eliseu Padilha.

O operador pode fazer uma delação premiada em breve. E se isso acontecer, a cúpula do PMDB pode sofrer com seus depoimentos. #cunha #Prisão