Em uma entrevista exclusiva data ao jornalista Ricardo Boechat, da Rede Bandeirantes, através de seu programa "Café com Jornal", do canal a cabo BandNews, o procurador da República e coordenador da força-tarefa da Operação Lava-Jato, Deltan Dallagnol, discorreu sobre diversos temas e fez um balanço sobre as investigações nesses três anos de existência da maior operação de combate à #Corrupção de que se tem notícia na história do Brasil. A Lava-Jato é conduzida em primeira instância, pelo juiz federal Sérgio Moro.

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O procurador se pronunciou sobre as penas consideradas brandas para delatores da Lava-Jato, entretanto, o membro do Ministério Público foi enfático: "durante as negociações era necessário que se trocasse um peixe por um cardume", ressaltou Dallagnol.

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O procurador recordou que fora feita uma descoberta extremamente importante nesses três anos de Lava-Jato, que se refere à empreiteira Odebrecht. O setor que tratava das operações estruturadas da empresa e que, na verdade, era o setor de distribuição de propinas da construtora. Após o envio de abertura de inquéritos de investigação encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF), segundo Dallagnol, "a população brasileira aguarda que políticos poderosos sejam condenados", ressaltou o procurador. Deltan Dallagnol reafirmou seu compromisso de ser totalmente contrário à existência do foro privilegiado e criticou a intenção do Congresso Nacional em anistiar os crimes de caixa dois, que segundo o procurador, "possuem penas muito baixas".

Situação de Lula

Ainda durante a entrevista à imprensa, o procurador Deltan Dallagnol foi indagado sobre a situação do ex-presidente da República, Luiz Inácio #Lula da Silva.

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De acordo com o coordenador da Operação Lava-Jato, a primeira sentença do ex-presidente deve sair na décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no Paraná, até o meio do ano. Deltan foi contundente ao se referir a Lula: "Até a metade do ano, teremos uma sentença, seja para condenar ou para absolver", declarou. Dallagnol enfatizou ainda que as provas obtidas ao longo das investigações, são a verdade do Ministério Público Federal. Já em relação ao powerpoint apresentado em que o procurador foi alvo de processo movido pela defesa de Lula, Dallagnol deixou claro que houve uma interpretação equivocada daquele episódio. O procurador também afirmou categoricamente, que "a Operação Lava-Jato não vai se encerrar tão cedo", concluiu. #Lava Jato