O PMDB está dividido. Em vídeo publicado em sua página no Facebook, o ex-presidente do senado, Renan Calheiros, teceu duras críticas ao governo Michel Temer e deixou claro que há um racha no partido. O senador detonou as medidas tomadas pelo Planalto para "salvar" a economia e ainda disse que o "presidente não dialoga com a população antes de tomar essas medidas".

Já faz algum tempo que é perceptível o desalinhamento entre membros do PMDB. Renan lidera parte da bancada do partido que não concorda com o projeto de lei que permite que as atividades fins sejam terceirizadas, como quer o presidente Michel #Temer, além da Reforma da Previdência e do aumento de impostos.

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Temer, desde o início, já havia se posicionado a favor dessas medidas e chegou-se a especular que o projeto da "Terceirização" seria sancionado sem sequer passar pelo senado, somente com a aprovação da câmara.

Renan também foi duro em dizer que, sem dialogar com a população, Temer não sobreviverá politicamente a 2017. Com a visão de um político experiente, Renan afirma que, adotando medidas impopulares como está fazendo o Planalto, pode ter o efeito contrário ao que se espera na economia. Na visão dele, essas atitudes podem "drenar as energias de uma economia que não consegue se levantar".

Além disso, foi divulgada, nesta semana, a pesquisa do Instituto ISPOS que revela que a desaprovação do governo Michel Temer chega ao recorde de 90%. Prevendo que essa rejeição possa, de alguma forma, afetar a popularidade dos demais membros do PMDB, Renan, já busca distanciar-se cada vez mais do presidente.

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A expressão "Fora Temer" parece ser a única coisa que tem unido o Brasil no âmbito político ultimamente. As decisões do Planalto afetam drasticamente a classe trabalhadora. A Reforma da Previdência é um exemplo disso. Criticada por pessoas de esquerda, direita e centro, cada vez mais a população tem acreditado que há outras alternativas a serem tomadas para equilibrar as contas da previdência que não seja a Reforma como o Planalto quer aplicar, em que aumenta o tempo de serviço para 49 anos. #Corrupção #Política