Foi nesta quinta (30) que #Eduardo Cunha do PMDB, o ex-presidente da Câmara dos Deputados, foi enfim condenado.

O político foi julgado pelo famoso juiz federal Sérgio Moro e deve responder por crimes que envolviam corrupção, lavagem de dinheiro e evasão fraudulenta de divisas, pelos quais foi condenado a 15 anos e 4 meses de detenção. A ação penal foi baseada na acusação de aquisição de propinas que o peemedebista teve na compra do campo petrolífero de Benin, que fica na África, compra esta que foi feita pela empresa Petrobras no ano de 2011.

Em um dos trechos da condenação de Moro, ele contava em detalhes os crimes de Cunha e ainda completou dizendo que o ex parlamentar terá que pagar multas, que serão convertidas em valores e devidamente somadas.

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Depois de condenar Cunha, Moro ainda citou o artigo 33 do Código Penal, que define que o criminoso cumprirá a pena em regime fechado. Mas também afirmou que a progressão para esse tipo de crime relacionado à corrupção, fica condicionada à devolução do produto fruto do crime, que, no caso, foi a vantagem recebida indevidamente.

O ex político foi preso de forma preventiva em outubro do ano passado, #Prisão que ocorreu em Brasília, mas que só agora acabou tendo um desfecho que, no caso, foi a prisão definitiva.

O valor de US$ 34,5 milhões foi o envolvido na compra dos campos petrolíferos de Benin na África pela Petrobras. Na ocasião, os valores da propina de Cunha foram de 50% dos direitos de exploração da região. Negócio este feito pela Diretoria Internacional da estatal do PMDB, dentro do esquema que eles tinham de corrupção.

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Através desse esquema todo, Cunha conseguiu embolsar US$ 1,5 milhão (R$ 4.643.550,00), segundo o que dizia na sentença dada pelo juiz federal. Só como prejuízo, a Petrobrás perdeu US$ 77,5 milhões, valor este superior ao dos cofres públicos e que merece reprovação mais do que especial, pelo que afirmou o juiz, segundo o que informou a Comissão Interna de Apuração da Estatal.

Moro ainda disse que o condenado chegou a receber vantagens indevidas enquanto exercia o seu cargo como deputado federal no ano de 2011. Afirmou também que sua responsabilidade como parlamentar era muito grande e assim, do mesmo modo, sua culpa quanto aos crimes, também é enorme.

Segundo Moro, não existe ofensa maior do que esta, que é uma traição do mandato parlamentar e, em seu discurso, também afirmou que Cunha traiu a confiança do público que o elegeu e que no fim usou todo o seu poder para obter ganhos de maneira criminosa. O que, na opinião do juiz, deve ser valorizado de forma negativa pela população. #Política