O senador Valdir Raupp (PMDB-RO) se tornou réu pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após investigações constatarem que ele recebeu propina a partir de doações feitas de forma oficial, registradas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A atitude do STF deixou senadores e deputados perplexos com a situação e fizeram várias críticas a posturada adotada pela Corte.

Carlos Zarattini, deputado líder do Partido dos Trabalhadores (PT), na Câmara, disse que a decisão é algo "absurdo", pois ele acredita que doações que estão devidamente registradas pelo TSE não podem se tornam alvo de investigações e tornar um parlamentar réu em uma operação.

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Ele acabou citando que a forma como a República de Curitiba, comandada pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Lava Jato, agiu influenciando na decisão da Corte.

"Acho um verdadeiro absurdo aceitar a tese da 'República de Curitiba' de que há lavagem de dinheiro em um caso como este", disse Zarattini. Ele cita que a empresa doou dinheiro de forma espontânea e que a contabilidade marcou todas as doações. Para o deputado, isso deve ser aceito pela Justiça.

O senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) também se manifestou e disse que agora não estão mais criticando o caixa dois eleitoral, mas sim há uma enorme preocupação, pois estão condenado o caixa um. O senador ironizou a conduta dos magistrados com o caso de Raupp.

Anistia

No ano passado, uma enorme polêmica aconteceu na Câmara dos Deputados, tentaram aprovar uma medida que dava anistia ao caixa dois eleitoral.

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Com a repercussão muita negativa da proposta, acabaram deixando o projeto para trás, para não prejudicar a visão do governo de Michel Temer. Cássio sugeriu que agora tenham que aprovar uma medida que anistie o caixa um.

Quem também se mostrou indignado, foi o senador Jader Barbalho (PMDB-PA), lembrando que ele é um dos investigados pela Operação Lava Jato. Barbalho foi irônico e disse que consultará uma cartomante. "A partir de hoje, tem que perguntar para uma cartomante se o que é legal hoje continuará sendo legal daqui a cinco ou dez anos", o senador disse que o que ele fizer hoje, o prejudicará no futuro e ele não sabe mais como agir. #Corrupção #Câmara dos Deputados #Senado Federal