As investigações da Polícia Federal "apertam o cinto" contra o ex-presidente da República, Luiz Inácio #Lula da Silva. Lula é réu por cinco vezes e enfrenta denúncias pelo cometimento de crimes relativos à #Corrupção, lavagem de dinheiro e tráfico de influência. Uma solicitação feita pela força-tarefa da Operação Lava-Jato, foi atendida prontamente pelo juiz federal Sérgio Moro. Moro é o responsável pelo comando das investigações em primeira instância da Lava-Jato, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná. A Lava-Jato é vista como uma das maiores, senão, a maior operação de combate à corrupção já deflagrada no Brasil e que apura escândalos bilionários em desvios de dinheiro proveniente dos cofres públicos da Petrobras.

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Conteúdo de acervo pessoal

O juiz Sérgio Moro autorizou a força-tarefa da Operação Lava-Jato que realize uma perícia minuciosa para que se possa identificar a origem e conteúdo de caixa que contêm o acervo pessoal atribuído ao ex-presidente Lula. Uma das principais linhas de investigação, apura a efetivação de supostos pagamentos mensais de uma das empreiteiras mais envolvidas no escândalo do Petrolão, a OAS, por serviços prestados como a guarda e manutenção de objetos pessoais recebidos por Lula, como sendo "presentes" oficiais, durante o período em que o petista comandava o país.

Segundo a decisão assinada pelo juiz Sérgio Moro em 17 de fevereiro, a Polícia Federal está agora apta a abrir e analisar todo o conteúdo de duas caixas que possuem as inscrições "praia" e "sitio".

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O material encontra-se apreendido em um galpão do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, na cidade de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. O juiz paranaense concedeu o prazo de vinte dias para que a Polícia Federal apresente suas conclusões sobre toda a análise do material encontrado e apreendido. O resultado das investigações poderá servir como evidências em razão da compra do apartamento tríplex em Guarujá, no litoral paulista e também a respeito das reformas no sítio de Atibaia, no interior do estado. Os dois imóveis são atribuídos ao ex-presidente Lula, segundo as investigações.

Defesa contesta

A defesa do ex-presidente recorreu da decisão de Moro, afirmando em nota, que o juiz não tem competência legal para julgar questões referentes ao acervo da Presidência da República. A defesa de Lula argumenta que o próprio ex-presidente Fernando Henrique afirmou ao juízo da décima terceira Vara de Curitiba que "os presentes por ele (FHC) recebidos de chefes de Estado, através de viagens oficiais, foram incorporados ao seu acervo pessoal privado, conforme a mesma situação concretizada, em se tratando do ex-presidente Lula", afirmou a defesa. #Lava Jato