Com a decretação da nova fase da Operação Lava Jato, a Satélites, novos nomes no cenário político aparecem com aas investigações, além do ressurgimento de outros já conhecidos e que começaram a aparecerdesde que a Polícia Federal (PF) descobriu uma lista de vários políticos que teriam sido beneficiados com o recebimento de propinas pela empreiteira Odebrecht.

No meio do alvoroço causado pela operação coordenada pelo juiz Sérgio Moro, o nome do atual presidente do Senado, Eunício Oiveira (#PMDB-CE), surge como um dos principais investigados. As suspeitas que recaem sobre o parlamentar já teriam sido antes citadas, entretanto, assumem um contorno de maior gravidade, não só pelo fato do mesmo ocupar um cargo tão relevante, mas por envolver práticas criminosas que, se confirmadas, podem ser suficientes para tirá-lo do cargo.

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As investigações mostraram que o senador teria recebido dinheiro proveniente de propina para que facilitasse a aprovação de medidas que pudessem beneficiar a Odebrecht com isenções e benefícios tributários. Esta revelação foi feita pelo executivo da empreiteira, Cláudio Mello, em delação premiada à Procuradoria Geral da República (PGR). Ele revelou que o montante teria chegado a R$ 2 milhões, pagos em duas parcelas iguais.

O executivo deu detalhes de toda a 'negociação' e revelou ainda que todo o esquema elaborado para beneficiar Eunício teria sido operado por um sobrinho deste, o empresário Ricardo Lopes Augusto, que, atualmente, seria o responsável por administrar uma das empresas ligadas ao próprio tio, a Confederal, que opera com o Transporte de valores e Vigilância. Ele revelou ainda que o dinheiro teria sido repassado entre outubro de 2013 e janeiro de 2014.

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Lopes teria sido enviado, a mando do parlamentar, para fechar o negócio e repassar os 'códigos' dos locais que o dinheiro deveria ser entregue: São Paulo e Brasília.

As provas recolhidas pela PF no escritório da Odebrecht reforçam as declarações de Cláudio Mello, inclusive com as datas citadas pelo delator e os respectivos valores. Na lista dos beneficiados com as propinas pagas, o nome do senador aparece com o codinome de 'índio'.

Além destas acusações, o depoimento do ex-executivo da Hypermarcas, Nelson Mello também prestado junto à PGR revelaram que o mesmo sobrinho de Eunício, agindo a mando do senador, teria pedido uma espécie de 'ajuda' financeira para ser usada na campanha eleitoral do tio ao governo do estado do Ceará em 2014. Mello revelou ainda que teria repassado para o preposto a quantia de R$ 5 milhões, fato este negado veementemente pelo senador cearense, que se defende afirmando que nunca recebeu qualquer tipo vantagem econômica e que todas as despesas foram devidamente declaradas durante a campanha.

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A nova fase decretada pela #Lava Jato é denominada de Satélites e foi decretada nesta terça-feira, dia 21. Ela busca indícios de #Corrupção e lavagem de dinheiro e tem como alvo prepostos e pessoas ligadas a nomes da política nacional como Eunício Oliveira, Renan Calheiros (PMDB-AL), Humberto Costa (PT-PE) e Valdir Raupp (PMDB- RO) e serão cumpridos mandados de busca e apreensão nas cidades de Alagoas, Pernambuco, Rio de Janeiro, Salvador e Brasília.