O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Herman Benjamin, que é o relator do processo envolvendo o presidente da República #Michel Temer, na qual analisa a ação que pode tirar Temer de seu mandato como presidente, entrou em contato como o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato.

Herman pediu para que Moro compartilhe com ele todas as provas que tem disponíveis, relatadas ao decorrer do tempo das investigações da Lava Jato. Além de Moro, os advogados dos executivos e ex-executivos da Odebrecht também deverão apresentar provas que impliquem com as informações dos depoimentos.

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Com esses pedidos do ministro relator, as investigações contra Temer demorarão mais tempo para serem concluídas.

O PSDB foi quem entrou com o pedido de cassação devido aos resultados da eleições de 2014, o objetivo era tirar a presidente #Dilma Rousseff. Com o resultado do impeachment, agora Temer é o alvo das investigações que podem tirá-lo do poder quando concluídas, só que hoje, o PSDB é um dos principais aliados do governo de Michel Temer.

Na carta enviada para Sérgio Moro, o ministro especifica: "Exmo. Juiz Federal Sérgio Fernando Moro, solicitando sua colaboração no sentido de compartilhar com este juízo provas documentais ou outras que, entre as ações criminais em curso perante aquela jurisdição, digam respeito ao objeto da presente Ação de Investigação Judicial Eleitoral".

A chapa Dilma/Temer é investigada por supostamente ter feito abuso de poder político e econômico durantes as campanhas eleitorais.

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Segundo o ministro, até o mês de abril deste ano esse processo já terá sido julgado, mas interlocutores afirmam que isso seria difícil de acontecer.

O governo de Temer também tenta retardar ainda mais as investigações para que dê tempo do presidente concluir seu mandato até 2018. Michel Temer também poderá pedir a anulação de depoimentos dos executivos e ex-executivos da Odebrecht.

Se por acaso, Temer for cassado, o Congresso Nacional abrirá uma votação indireta para escolher um substituto que comandará o Brasil até o dia 1 de janeiro de 2019. #SérgioMoro