Nessa segunda-feira, 6, o ministro do STF e presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar Mendes, disse que é com surpresa que o TSE recebeu comprovações de #Caixa 2 na campanha presidencial de 2014, tanto por parte da chapa Dilma-Temer, quanto do seu principal opositor, Aécio Neves, que tinha como vice, o senador Aloysio Nunes. Os valores, segundo o ministro, são exorbitantes.

Tais irregularidades podem contribuir de forma irreversível, para que a chapa PT/PMDB seja cassada e com isso, #Michel Temer perderá o cargo e Rodrigo Maia assumirá o seu posto. Se a chapa de Aécio também for punida, o senador pode ser cassado e ficar fora da política por alguns anos.

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No momento, o foco é a campanha de Dilma, pois existe um processo de cassação da chapa em andamento, mas nada impede que Aécio e Aloysio sofram um processo e sejam, eventualmente, condenados.

Tal fato, não deve assustar o PSDB, que por uma questão de popularidade, cogita a hipótese de convencer João Doria, prefeito de São Paulo e ex-apresentador do programa ‘O Aprendiz’, da TV Record, a disputar a presidência. Geraldo Alckmin, governador de São Paulo cumprindo seu quarto mandato à frente do estado mais rico do país, e José Serra, ex-prefeito e ex-governador de São Paulo, também são apostas para o partido, que só deve tomar uma decisão final, no próximo ano.

Cassação

Michel Temer sabe que existe o risco de ser cassado, mas ainda no final do ano passado, uma fonte próxima ao mesmo, no Planalto, havia informado para a imprensa que ele estava tranquilo quanto ao processo, pois existe uma infinidade de recursos que podem ser ajuizados e com isso, a decisão final não deve sair ainda nesse ano.

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Além disso, existem ministros que apoiam que a votação de cassação da chapa seja feita separadamente, o que poderia punir apenas Dilma e salvar Temer.

Irregularidades em campanha política

Mendes defende que sejam adotadas regras mais rígidas para as eleições do próximo ano, pois o número de caixa 2 tem crescido. Na última eleição municipal, houve mudanças na lei, limitando as doações para campanhas políticas, entretanto, teve muito candidato dizendo que doou parte de seu patrimônio para a própria campanha, para ocultar que o dinheiro investido vinha de aliados que, posteriormente após uma vitória nas urnas, ganharam benefícios em seu governo.

Lava Jato

O ministro Gilmar Mendes, também comentou que não concorda com os vazamentos de delações premiadas, pois elas são seletivas, possuindo objetivo político de prejudicar alguém e proteger outras pessoas. O jurista também não quis comentar a nova lista da Lava Jato, dizendo que é preciso aguardar as medidas que a procuradoria-geral irá tomar, para poder analisar a veracidade das delações. #Dilma Rousseff