A presidente Dilma Rousseff foi oficialmente afastada do cargo ao qual foi eleita no dia 12 de maio de 2016 após votação na Câmara dos Deputados. Com sua saída e ascensão de Michel Temer, uma série de mudanças econômicas, políticas e sociais surgiram no Brasil.

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O arrocho fiscal e a aprovação de um teto de gastos públicos para os próximos 20 anos, por exemplo. A saída dos partidos de esquerda e a volta, depois de quatro derrotas seguidas em eleições presidenciais, do PSDB ao alto escalão do governo. Até os alvos da Lava Jato, que antes eram quase que exclusivamente petistas, agora passaram a abranger alguns outros partidos, como o próprio PMDB de Temer, que ganhou os holofotes.

Veja diferenças da gestão Dilma para Temer

Política

A principal mudança no âmbito da politica foi a aproximação entre Executivo e Legislativo. Enquanto Dilma comandava o Planalto, era sabida a má relação entre a petista e os parlamentares. Dilma, muitas vezes, chegou a ser traída por partidos que compunham a base aliada. A situação ficou insustentável ao ponto que a presidente sofreu o impeachment. Por outro lado, Michel Temer tenta manter uma boa articulação com deputados e senadores e ter uma base aliada fiel. Para isso, a distribuição de cargos e influência dita o tom.

O PSDB ressurgiu das cinzas, depois de derrotas seguidas, e voltou a caminhar pelos corredores do Planalto. O PMDB, tão acostumado a estar no poder apenas como coadjuvante pelo tamanho de sua bancada, assumiu a chefia do País.

Economia

Michel Temer resolveu se autoproclamar o presidente reformista. Para tal, tenta emplacar inúmeras reformas, a principal delas, a da Previdência. Já até conseguiu aprovar o projeto que congela os gastos públicos por 20 anos. Mesmo com pouquíssimo apoio popular, o peemedebista insiste que as medidas são necessárias a longo prazo. Henrique Meirelles, ministro da Fazenda, e o próprio Temer insistem em afirmar que a economia dá sinais de melhoras e que a recessão dos últimos anos acabou. As mudanças aplicadas por Michel Temer são ortodoxas e agradam de cara o sistema financeiro, o que causa certa simpatia no mercado, mas desagradam profundamente boa parte da população.

Meirelles anunciou nesta última quarta-feira (22) que o rombo nos cofres é de R$ 58,2 bilhões e que existe sim a chance de aumentar impostos.

Social

A questão social talvez seja o ponto de maior mudança de um governo para o outro. As principais críticas à gestão Temer diz respeito a perda de direitos da população. A aprovação da regulamentação da terceirização e a reforma da Previdência são dois fatores chaves na perda de direitos sociais. Mexer com o emprego da população é algo que está criando muito debate. A CLT e a aposentadoria são fatores que norteiam a vida de grande parte dos trabalhadores brasileiros, o que é proposto por Michel Temer desagrada boa parte de quem necessita desses benefícios.

O PMDB chegou a fazer "terrorismo" sobre a reforma da Previdência. Uma arte de propaganda divulgada no Facebok do partido dizia o seguinte: “Se a reforma da Previdência não sair: tchau, Bolsa Família; adeus, Fies; sem novas estradas; acabam os programas sociais”.

O congelamento dos gastos públicos por 20 anos também foi outro fator polêmico que influencia no social. A discussão sobre os investimentos em saúde e educação, dois fatores primordiais para a sociedade, preocupam e muito quem necessita da rede pública. #Dentro da política