Divulgada na última terça-feira (11), a lista do relator da Lava Jato, Edson Fachin, contendo os nomes de 39 deputados, 24 senadores, 8 ministros e 3 governadores, envolvidos nas delações de executivos da empresa Odebrecht, tem gerado repercussão na mídia, principalmente em Minas Gerais. Isso porque os senadores #Aécio Neves e Antônio Anastasia (ambos do PSDB/#MG), o deputado federal Dimas Fabiano Toledo (PP/MG), o ex-presidente da Codemig, Oswaldo Borges da Costa, e o marqueteiro do senador Aécio Neves, Paulo Vasconcelos, foram mencionados em esquemas de corrupção nas investigações solicitadas pela Procuradoria Geral da República (PGR).

Aécio Neves

O investigado com o maior número de inquéritos é o senador Aécio Neves, alvo de 5 inquirições.

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Citado como “mineirinho”, Aécio é suspeito de receber propinas, fraudar licitações, lavagem de dinheiro e ser "beneficiado indevidamente” em campanhas.

Quando era governador de Minas Gerais, em seu segundo mandato, o atual senador fraudou licitações na construção da Cidade Administrativa, em Belo Horizonte. Henrique Serrano do Prado Valladares, um dos delatores da Odebrecht, disse que Aécio planejou um cartel de empreiteiras nos processos licitatórios da obra e que repassou ao tucano cerca de R$ 1 a R$ 2 milhões, em troca de apoio parlamentar. Além disso, o senador é investigado por receber R$ 7,3 milhões em campanha.

Antônio Anastasia

Outro senador mineiro envolvido no escândalo é Antônio Anastasia, também do PSDB/MG. Anastasia é investigado por receber R$ 1,8 milhão da Odebrecht, enquanto estava em campanha para o governo de Minas, em 2010.

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Os delatores afirmaram que o pedido para a “doação” foi realizado pelo senador Aécio Neves, que apoiava a candidatura de Anastasia, na época. Ele pode ser investigado por corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro.

Dimas Fabiano Toledo

O deputado federal Dimas Fabiano Toledo, do Partido Progressista, também está citado na lista. Segundo os delatores, Dimas foi beneficiado indevidamente em sua campanha eleitoral, em 2014. Ele é suspeito de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro.

Oswaldo Borges da Costa

Embora não possua cargo político, Oswaldo Borges da Costa também foi citado nas delações. Ele é acusado de fraudar as licitações da construção da Cidade Administrativa, em 2007, durante o mandato de Aécio Neves como governador de Minas Gerais. Na época, Oswaldo era presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) e os dois são suspeitos de organizarem um cartel de empreiteiras para o desenvolvimento da obra. Oswaldo será investigado por corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro.

Paulo Vasconcelos

Paulo Vasconcelos é marqueteiro do senador Aécio Neves e, assim como ele, também está presente na “Lista de Fachin” por estar envolvido nas mesmas acusações do tucano. A Odebrecht teria repassado, a pedido de Aécio, cerca de R$ 1,8 milhão e R$ 5,47 milhões à campanha de Anastasia ao governo de Minas. #ListaFachin