Respingou em todos os lados a delação de Marcelo Odebrecht, que prestou depoimento à força-tarefa da Operação Lava-Jato na última segunda-feira e que teve o conteúdo divulgado nesta quarta. Além de informar um depósito milionário a Lula, o empresário contou que foi procurado por Aécio Neves durante a campanha de 2014.

Na época, Aécio Neves disputava pelo PSDB a presidência da República e chegou ao segundo turno para medir forças contra Dilma Rousseff, que viria a ganhar por margem pequena de votos. Odebrecht conta que Aécio o procurou perto do segundo turno pedindo um "fôlego extra" para terminar a campanha.

"Havia aquela discussão se a Dilma iria conseguir ganhar no primeiro turno ainda, e o Aécio estava crescendo, com chances de ir para o segundo turno.

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Mas precisava de um "fôlego" para terminar a campanha, e aí pediu um encontro comigo", disse Odebrecht.

Marcelo informou a Aécio que, naquele momento, seria impossível injetar mais recursos na campanha "nem por caixa 2 nem por oficiais". Odebrecht salientou que ajudou o tucano durante a campanha e citou um repasse de 500 mil reais em 10 vezes, em um total de R$ 5 milhões.

A assessoria do tucano negou o envio destes 5 milhões, mas admitiu que o candidato fez o pedido de mais "fôlego" na reta final de campanha, "como líder partidário e conforme a lei". No entanto, informou que nada foi repassado naquele instante. #aecio