Após o término do depoimento do empresário e ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, o advogado da defesa do ex-ministro Antonio Palocci, José Roberto Batochio, avisou o juiz Sérgio Moro que tinha um site publicando, em tempo real, todas as notícias do depoimento do ex-presidente da Odebrecht. O juiz foi checar o que o advogado falou e comprovou que as informações de vários trechos do depoimento estavam sendo divulgadas.

Diante deste fato, todos os presentes na audiência resolveram mostrar a #Moro os seus celulares para provarem que não tinham nada a ver com o vazamento. Advogados, procuradores e policiais federais levaram o #Celular até o juiz para demonstrarem que não são responsáveis por isso.

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O juiz ressaltou que não tinha o direito de olhar o telefone de ninguém, pois isso não é permitido a ele, mas eles insistiram.

O termo da audiência, desta segunda-feira (10), relatou todos mostrando os celulares ao juiz. De acordo com as informações, as notícias eram passadas em tempo real e o site divulgava tudo com o máximo de rapidez.

O próprio Juiz Sérgio Moro deixou claro que nem ele e nem a servidora da #Justiça Federal estavam usando celular no momento, portanto, não foi descoberto quem era o responsável em repassar as informações colhidas.

O magistrado lamentou o ocorrido e disse que mesmo todos mostrando voluntariamente os celulares nada foi constatado. "caberão às partes requererem o que entenderem pertinente em três dias", disse o juiz.

Informações que vazaram

Em seu acordo de delação premiada, Marcelo Odebrecht reafirmou que o ex-ministro Antonio Palocci era mesmo o "Italiano".

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O empresário detalhou todos os mecanismos de propinas que foram pagas a Palocci. O ex-ministro, segundo Odebrecht, era um dos principais interlocutores do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No depoimento do ex-presidente da Odebrecht, o codinome "Amigo" era de Lula e que a empresa tinha uma conta especial, denominada "Amigo", que era exclusivamente para fazer repasses ao ex-presidente. No depoimento, ele explicou como esses repasses eram feitos para o petista.

Segundo Marcelo, nessa conta foram feitos pagamentos ao Instituto Lula e R$ 50 milhões para a campanha da ex-presidente Dilma Rousseff, através do ex-ministro Guido Mantega.

Sigilo

Mesmo com todas essas informações vazadas, existem muitos outros detalhes que estão em sigilo. O depoimento do empresário durou cerca de duas horas.

Batochio, advogado de Palocci, não quis comentar o teor da audiência, mas afirma que o seu cliente é inocente.