A deputada federal, #Maria do Rosário (PT-RS), foi citada em uma delação autorizada pelo Supremo, na última quarta-feira, 12. Alexandrino Alencar, declarou que a deputada recebeu caixa dois, no valor de R$150 mil.

A investigação contra a petista, foi devidamente autorizada pelo ministro Edson Fachin, no dia 4 de abril. Rodrigo Janot quis a abertura de uma investigação que envolvesse Maria e outros parlamentares, pois um dos muitos delatores da #Odebrecht, disse que havia construído um sistema de doação para campanhas eleitorais, a fim de manter um ‘bom relacionamento’ com o cenário político do Brasil.

O que acontece daqui pra frente

Uma delação não configura a culpa dos delatados.

Publicidade
Publicidade

Após o registro das declarações, é preciso que haja uma investigação para descobrir se existem indícios suficientes para que aquela delação seja verdadeira. Só depois disso a delação poderá ser homologada, entretanto, existem casos em que a delação ganha enorme repercussão, antes mesmo da mesma ser investigada.

É importante lembrar o caso do senador Lindbergh Farias. Ele já foi citado em delações, mas não se tornou réu, pois não foram encontrados indícios de que havia cometido alguma irregularidade.

Os delatores devem sempre falar a verdade, mas na ansiedade de ter suas respectivas penas criminais diminuídas, alguns acabam aumentando ou inventando fatos, o que prejudica investigações. Os delatores são obrigados a apresentar provas sobre os fatos alegados, sob pena de piorarem sua situação junto da justiça.

Publicidade

Caso as investigações mostrem que a deputada teve envolvimento com as declarações do delator, a mesma se tornará ré no MP, entretanto, isso não significa que perderá o seu cargo como deputada federal, uma vez que inúmeros deputados e senadores são investigados e até réus em ações diversas, e nem por isso deixaram de atuar no Congresso Nacional, sendo uma decisão em contrário, como a que tiveram com Eduardo Cunha, estritamente política.

Maria do Rosário se defende

A petista se pronunciou sobre a citação do seu nome na delação. Ela disse que a situação lhe deixa indignada e que para provar sua inocência, embora ainda não seja necessário, pois não é ré, apresentará informações sigilosas de seus dados fiscais, telefônicos e bancários, junto ao STF.

Maria não repreende a investigação, pois reconhece que a mesma se trata de mera autorização para apurar fatos citadas em delações da Odebrecht, entretanto, sente-se muito tranquila, pois não cometeu nenhuma irregularidade e pode provar isso com os dados já citados.

Assista ao vídeo da delação:

#Lista do Fachin