Jair Bolsonaro, que sonha em disputar a próxima eleição presidencial, embora o seu partido, PSC, não o apoie, e ainda não tenha conseguido uma sigla que queira lançá-lo como candidato, continua gerando polêmica.

O parlamentar tem viajado pelo Brasil para realizar palestras para a sua militância. Na última semana, durante uma palestra em um espaço judeu, ele comparou um negro a um gado.

#bolsonaro disse que foi em um quilombo em Eldorado Paulista e que o afrodescendente mais leve que encontrou, devia pesar 7 arroubas. Arrouba é a medida usada para pesar gados. O deputado vai ainda mais longe e diz que esse ‘afrodescendente’, não devia servir nem para procriar.

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A declaração foi dada em uma palestra no clube judeu Hebraica, para cerca de 300 pessoas, gerando repúdio de milhares de judeus, que fizeram até campanha na internet contra a palestra do ex-militar.

Durante a escravidão, pessoas eram vendidas, inclusive, com base em sua massa corporal, o que justificou a indignação das pessoas com a declaração de Bolsonaro, ao comparar um negro a um animal e dizer que ele não serve nem para procriar.

Consequências da declaração

Duas representações foram feitas contra o deputado, junto à Procuradoria-Geral da República. Se após uma investigação, o político for denunciado, ganha mais um processo, que pode gerar a perda do seu mandato e sua inelegibilidade.

O deputado se defende, dizendo que possui imunidade parlamentar, podendo falar o que quiser, sem ser punido cível ou penalmente, entretanto, o artigo que prevê a imunidade, assim como a maioria das previsões constitucionais, não é absoluto.

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O direito é garantido, desde que não ‘bata’ de frente com outro direito.

O Ministério Público Federal do Rio de Janeiro, abriu um processo contra o deputado, que deve render uma indenização de R$300 mil, a ser revertida para as reservas quilombolas.

Assista ao vídeo:

Incitação ao estupro

Bolsonaro também é réu por dizer que não estupraria Maria do Rosário, pois ela é muito feia. O deputado falou de sua imunidade, mas o Supremo entendeu que não cabe imunidade naquele caso, que deixou subentendido que mulheres bonitas devem ser estupradas. O parlamentar pode ser absolvido, mas também pode ser condenado. Não existem certezas, até que o julgamento aconteça, entretanto, um recurso do deputado foi negado, recentemente, por unanimidade, pelos ministros que julgarão o seu caso. #Racismo #Jair Bolsonaro