Depois de muita polêmica, o deputado federal e pré-candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSC-RJ) foi convidado para palestra no Clube Hebraica, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

#bolsonaro foi recebido, sob protesto, por cerca de 100 manifestantes do lado de fora do clube. Dentro, 300 pessoas acompanharam a palestra do parlamentar. A sede paulista do Hebraica cancelou a participação de Bolsonaro por descontentamento de parte da comunidade judaica.

Polêmicas

#Jair Bolsonaro afirmou que uma das primeiras medidas como presidente da República, caso seja eleito, será acabar com todas as reservas indígenas e comunidades quilombolas do país. Prometeu também acabar com o financiamento de ONGs (organização não governamentais).

“Pode ter certeza que, se eu chegar lá [Presidência da República], não vai ter dinheiro pra ONG.

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Se depender de mim, todo cidadão vai ter uma arma de fogo dentro de casa. Não vai ter um centímetro demarcado para reserva indígena ou para quilombola”, garantiu Bolsonaro.

O motivo de ser contra as reservas indígenas e quilombolas é que elas atrapalham a economia nacional. “Mais de R$ 1 bilhão é gasto com eles”, informou o deputado federal.

Em relação aos refugiados, Bolsonaro foi taxativo ao dizer que o Brasil não pode abrir as portas para todas as pessoas. O parlamentar se referia, provavelmente, a refugiados de países islâmicos e haitianos.

"Alguém já viu algum japonês pedindo esmola? É uma raça que tem vergonha na cara!", afirmou, defendendo a entrada de japoneses no Brasil.

A palestra durou cerca de uma hora e ele foi bastante aplaudido pelas pessoas que estiveram presentes. Bolsonaro criticou os que estavam do lado de fora, protestando contra a sua presença.

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Presidente

Em relação a ser um bom para presidir o Brasil, Bolsonaro foi claro em sua resposta. “Eu não sou bom, não. Mas os outros são muito ruins. Me esculacham tanto e mesmo assim eu continuo subindo nas pesquisas”, afirmou o pré-candidato.

As pesquisas de intenção de votos mostram Jair Bolsonaro entre os primeiros colocados e muitos apostam em um provável segundo turno entre ele e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). #Palestra na Hebraica