A presidente do Supremo Tribunal Federal (#STF), Cármen Lúcia, resolveu falar sobre o benefício de prisão domiciliar concedido a Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio #cabral. Cármen explicou que a Corte não pode estender para outras presas o mesmo direito ganho por Adriana.

Na sexta-feira (31), a ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, enviou um pedido ao STF para que as outras presas sejam tratadas da mesma forma que Adriana. Luislinda quer que o caso da ex-primeira dama seja avaliado e que se torne uma reflexão para as próximas concessões de benefícios. Ela enviou a mesma solicitação para o Ministério Público e para a defensoria pública e acredita que é necessário convocar a população para debater o assunto.

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Resposta de Cármen

Segundo a presidente do STF, a questão das presas é algo muito importante e que deve ser visto com muita responsabilidade e clareza, porém, não se pode ultrapassar a competência do juiz natural. "Tem casos que não são julgados pelo STF e temos que respeitar a decisão do juiz competente relacionado ao caso", comentou Cármen.

Adriana Ancelmo conseguiu a prisão domiciliar através da decisão do juiz Marcelo Bretas, que explicou que os filhos do casal não podem ficar longe dos pais por serem menores, 10 e 14 anos. De acordo com o juiz, pelo menos um deles deve estar próximo das crianças. A ex-primeira dama foi presa em dezembro do ano passado.

Judiciário atento

A presidente da Corte Suprema deu um discurso na abertura de um seminário sobre o fortalecimento dos direitos humanos.

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A ministra afirmou que os tempos não são fáceis, mas as instituições no Brasil estão funcionando e o Poder Judiciário está atento com tudo.

Ela também ressaltou que nada é perfeito e que podem existir imperfeições nas instituições. Cármen Lúcia disse que os direitos humanos não podem ser apenas teoria, mas sim, realidade na vida das pessoas.

Esse discurso dela teve o objetivo de mostrar a importância do diálogo entre tribunais nacionais e internacionais. #CármenLúcia