Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador do #Rio de Janeiro, Sérgio #cabral, está em prisão domiciliar conforme determinação do juiz Marcelo Bretas. Ela é obrigada a seguir várias regras para não ser penalizada e voltar ao regime fechado. Adriana não pode ter acesso a internet, nem ter telefone fixo e os agentes da Federal podem entrar na casa dela sem aviso, para ver se ela não está "boicotando" alguma regra.

Os filhos do casal estão sofrendo com essas proibições e são obrigados a recorrerem aos vizinhos. Eles pedem para usar a internet para poderem disputar jogos online e entrar em contato com seus amiguinhos. Isso é feito também na casa de familiares deles.

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A Polícia Federal (PF) faz várias vistorias para descobrir se Adriana não está aproveitando do celular dos garotos para entrar na internet ou fazer outros contatos.

Protestos

A ex-primeira dama foi recebida com vários protestos quando foi transferida para a prisão domiciliar. Seus familiares acreditam que logo isso iria passar, pois são coisas do momento.

Manifestantes ficaram fazendo barulho na frente do apartamento de Adriana tentando incomodar o sossego dela. Vários vizinhos reclamaram das manifestações e a Polícia teve que agir e tirar as pessoas de lá.

Ela conseguiu habeas corpus quando seus advogados afirmaram que seus filhos sentem muito a falta dela, por serem menores de idade. Foi inclusive anexado um laudo psicológico de uma das crianças que estaria com sérios problemas na escola.

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Corrupção

Delator da Odebrecht revelou que o ex-governador do Rio negociou R$ 20 milhões, via caixa 2, para a campanha do atual governador do Rio, Luiz Fernando Pezão.

De acordo com o delator Benedicto Barbosa, os recursos adquiridos e repassados para Pezão foram feitos através de negociação de Cabral com o setor de propinas da empreiteira. Pezão não chegou a participar de nenhum contato direto com a empresa.

Segundo Barbosa, Cabral recebeu ao todo, da Odebrecht, R$ 94 milhões. O dinheiro foi retirado de contratos fraudulentos que a empreiteira firmou com o governo do Rio. As obras que envolveram esses contratos são: a reforma do Maracanã, estação de Metrô, PAC das favelas e Arco Metropolitano.

Cabral revelou após vencer as eleições, em 2006, que seu plano de governador era que fosse repassado 5% de propina de todos os contratos firmados. A Odebrecht não chegou a combinar o percentual.

Pezão deu uma nota dizendo que nunca se utilizou de recursos ilícitos. #Corrupção