Atual governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin já não esconde o desejo de se tornar presidente da República. De olho no pleito presidencial do ano que vem, ele afirmou nesta terça-feira em entrevista à Agência EFE, de notícias, da Espanha, que hoje em dia se vê "mais preparado" para sentar na mais importante cadeira do Executivo brasileiro.

Para fazer essa analogia, o político tucano lembrou das #Eleições de 2006, há 11 anos, quando disputou pela primeira vez a eleição presidencial. Naquela circunstância, ele acabou derrotado em segundo turno para o então presidente candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula, que, apesar do crescimento da economia, começava a sentir o desgaste do "Mensalão".

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Alckmin, que naquela época se licenciou do cargo de governador de São Paulo para poder se candidatar, hoje vê com bons olhos a derrota para Lula em segundo turno. O tucano garante que, lá atrás, não estava preparado como está nos dias atuais para assumir tal responsabilidade e compromisso com o povo brasileiro.

"Eu perdi as eleições presidenciais de 2006, mas até foi bom, pois naquele momento eu não estava tão preparado como me sinto hoje em dia", destacou. No entanto, Alckmin, ainda que admita o desejo de ser candidato, entende que uma eventual candidatura deve vir a partir de uma "decisão coletiva" do seu partido.

Isso porque no mínimo outros três quadros importantes do #PSDB já tiveram seus nomes especulados em uma suposta candidatura para 2018. José Serra, senador pela sigla, postulou a presidência em 2002 e 2010, e saiu derrotado em ambas.

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O também senador Aécio Neves foi quem chegou mais perto de vencer o PT, mas também caiu no segundo turno de 2014 por mínima diferença ante Dilma Rousseff.

O terceiro nome é o prefeito em evidência João Doria, que tem sido presença constante na mídia por suas ações dentro da prefeitura de São Paulo, para o qual foi conduzido em 2016 muito por influência de Alckmin, seu padrinho político.

"Apoiei Doria para ser prefeito de São Paulo porque, como médico, tenho olho clínico. Eu estava sentindo um desgaste muito grande nos quadros presentes da política e sabia que algo novo era necessário. Por isso, defendo as primárias para a escolha de um nome dentro de um partido", falou Alckmin. "Ele está fazendo uma ótima administração em São Paulo. Está sendo uma gestão inovadora", acrescentou o governador sobre o sucessor do petista Fernando Haddad.

Cenário em 2006 era diferente

Na avaliação de Alckmin, o cenário eleitoral de 2006 era bem diferente do que se apresenta hoje. Para ele, aquela eleição se desenhou completamente para o PT, que já tinha o atual presidente e que contava com uma economia favorável como grande propaganda de governo e captação de votos.

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Ao mesmo tempo, não havia um grande terceiro nome em evidência no pleito e a disputa ficou bastante polarizada.

"Eu perdi para o Lula em 2006, mas o Lula era o candidato no principal momento de auge do Partido dos Trabalhadores. Eu precisei renunciar ao governo de São Paulo nove meses antes, enquanto o Lula já era o presidente em exercício. E a economia em crescimento", lembrou Alckmin.

Ele também mencionou, no entanto, que, mesmo naquele quadro desfavorável, teve bom desempenho em algumas regiões brasileiras, como por exemplo a Sul. Ele acabou perdendo no Sudeste, mas venceu em São Paulo. Apesar de já admitir publicamente que deseja concorrer ao cargo de presidente do Brasil em 2018, o tucano prega cautela e respeito aos demais membros do seu partido que também se interessam. Ele diz que "não é decisão de caráter pessoal, e sim coletiva" e que confia "muito no julgamento popular".