A prisão de Adriana Ancelmo, esposa do ex-governador do estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, do PMDB, revertida de prisão preventiva, para domiciliar, foi concedida pela ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Maria Thereza de Assis Moura. A repercussão foi imensamente negativa junto à sociedade organizada carioca e também, a partir de uma "chuva" de críticas que inundou as redes sociais em todo o país, acarretando, até mesmo, protestos diários em frente ao apartamento de luxo do casal Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo, no bairro do Leblon, uma das regiões mais caras do #Rio de Janeiro. Em uma decisão de um caso semelhante ao da mulher de Cabral, a mesma ministra, Maria Thereza, negou o pedido de uma detenta de origem pobre, em poder angariar a prisão domiciliar, já que não teria condições de subsistência para seus filhos.

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Duas crianças, de três e seis anos de idade, que dependeriam da mãe.

A decisão da juíza em conceder a liminar à Adriana Ancelmo se baseia em por ter "considerado recurso apresentado pelo Ministério Público como inadequado, sem que tivesse entrado no mérito da questão dos filhos do casal", segundo a decisão proferida por Maria Thereza. Já em atenção ao segundo caso, que se refere à situação da detenta pobre e mãe de duas crianças, em março do ano passado, a juíza havia negado recurso da Defensoria Pública do estado de São Paulo.

A instituição paulista havia solicitado que a prisão preventiva da presa, fosse revertida para domiciliar. Segundo a Defensoria, "a ré não forneceria nenhum elemento que comprovasse risco à instrução penal, estando em prisão domiciliar,o que caracterizaria como desnecessária e desproporcional a manutenção do cárcere", alegou a Defensoria.

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A situação somente foi realmente revertida após atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, em decisão na última sexta-feira (31), que ressaltou que a ré possui duas crianças que necessitam da mãe para sua sobrevivência. Segundo a decisão de Mendes "a concessão da prisão domiciliar encontra amparo legal na proteção à maternidade e à infância, alem da dignidade da pessoa humana, priorizando-se o bem-estar do menor", escreveu o magistrado.

Corrupção respinga no atual governador

O estado do Rio de Janeiro, atravessa uma das piores crises de toda sua história e a #Corrupção se tornou endêmica. Não bastassem os desdobramentos do caso de corrupção que envolve o ex-governador Sérgio Cabral, preso em Bangu, agora também , o atual governador Luiz Fernando Pezão, enfrenta problemas. Segundo o delator Jonas Lopes Neto, o esquema de corrupção no Tribunal de Contas do Estado (TCE) bancou cerca de R$ 900 mil em despesas de Pezão. Segundo as investigações do Ministério Público, o valor foi pago por empresas de alimentação, por meio de contrato com o governo estadual, através de benefícios na transferência de um fundo de R$ 160 milhões do Tribunal de Contas para pagamento de refeição em presídios.

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O governador Luiz Fernando Pezão, se manifestou, dizendo que "continua à disposição da Justiça para quaisquer esclarecimentos". #Lava Jato