Um novo episódio tende a aumentar ainda mais a temperatura política, principalmente em se tratando da "queda de braço" entre a Justiça Federal do Paraná e a defesa do ex-presidente da República, Luiz Inácio #Lula da Silva. Lula é réu em cinco processos, acusado da prática de crimes como #Corrupção, lavagem de dinheiro e tráfico de influência. Vale ressaltar que no âmbito da Operação Lava-Jato, o ex-mandatário do país, é réu em duas ações penais.

A Operação Lava-Jato é considerada a maior operação de combate à corrupção da história do Brasil e tem atuado fortemente com grande respaldo popular em investigações que apontam para os escândalos bilionários de corrupção, através de desvios dos cofres públicos da maior estatal brasileira; a Petrobras.

Publicidade
Publicidade

A força-tarefa é conduzida em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná.

Suspeitas da defesa

A defesa do ex-presidente Lula protocolou junto à Justiça Federal do Paraná, nesta quinta-feira (06), uma solicitação para que seja investigado a origem de um e-mail que teria sido recebido por uma funcionária do Instituto Lula. O caso teria ocorrido na véspera da deflagração da vigésima quarta fase da Lava-Jato, que foi denominada de "operação aletheia". Naquele momento, a operação tinha como objetivo principal a coleta de provas, quando foram apreendidos computadores na residência de Lula. De acordo com os advogados do ex-presidente, o e-mail tentava levantar suspeitas sobre Lula, embora, os mesmos reconhecessem que ele nunca foi lido pela funcionária destinatária da mensagem eletrônica.

Publicidade

O advogado Cristiano Zanin, afirmou que "o e-mail foi enviado por volta das 22:17 na data de 03 de março de 2016, para uma funcionária do Instituto Lula", disse. O defensor do ex-presidente concluiu que "como os mandados de busca e apreensão acabaram sendo finalizados às 6 horas do dia seguinte, acarretando que o e-mail nunca tivesse sido lido pela funcionária destinatária da mensagem e por nenhum outro colaborador do Instituto Lula", ressaltou o advogado. Ainda de acordo com os defensores, após o mandado de busca e apreensão, as senhas do provedor teriam sido alteradas pela Polícia Federal.

O requerimento enviado à Justiça Federal do Paraná, pretende que a empresa responsável pelo provedor do e-mail, "Yahoo Brasil", forneça todos os endereços de IP de origem, horários GMT de acesso e todos os dados cadastrais fornecidos pelo usuário, além de todos os registros de acesso. A defesa requere também que sejam disponibilizados os dados do usuário que utilizou o IP, além de que possa o ex-presidente se manifestar novamente, para novos requerimentos cabíveis.

Publicidade

Conteúdo do e-mail

Segundo a defesa de Lula, no e-mail uma pessoa que se identificou como Anna Bumlai, escrevendo para a funcionária Cláudia Troiano, do Instituto Lula, avisava para grampos nos telefones e para que Lula recebesse a mensagem e depois a apagasse. O e-mail menciona ainda valores e assuntos que retratam a família Bumlai. #Lava Jato