Um dos delatores do mega esquema de #Corrupção que permeou a realidade brasileira nos últimos anos, Hilberto Mascarenhas, ex-funcionário da empreiteira Odebrecht, revelou junto à Justiça, a partir de seu acordo de colaboração premiada que repasses milionários foram destinados aos ex-marqueteiros do #PT, João Santana e Mônica Moura. Inicialmente, de acordo com as informações prestadas e evidenciadas pelo delator, os repasses seriam concretizados, a partir de recursos ilícitos provenientes da maior empreiteira do país, pertencente ao grupo Odebrecht..

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O valor direcionado aos ex-publicitários das campanhas petistas à presidência da República, alcançaram a cifra de R$ 37 milhões. As evidências que referenciam a concretização do pagamento, pôde ser verificada através de e-mail trocado por executivos da Construtora Odebrecht, cuja data de envio e recebimento das mensagens eletrônicas, constam como o dia 05 de julho de 2014, período em que ocorriam campanhas eleitorais no país. A mensagem de e-mail no que se refere a data supra-citada, foi encaminhada por Marcelo Odebrecht, tendo como destinatário o executivo Alexandrino de Alencar, além de cópias da mensagem eletrônica para outros executivos da empresa, como o próprio delator Hilberto Mascarenhas e também Benedicto Júnior, Luiz Bueno e Claudio Melo Filho.

Valores para o 'açougueiro'

Além do destino de parte da quantia para os ex-publicitários João Santana e Mônica Moura, responsáveis pelas campanhas presidenciais dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, também constou na planilha da propina da Odebrecht, a denominação de "açougueiro" para um dos envolvidos no esquema.

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Em 15 de dezembro de 2016, o delator Hilberto Mascarenhas foi perguntado pela força-tarefa de investigação da Operação Lava-Jato, sobre quem seria o "açougueiro", conforme os delatores haviam apelidado na planilha da propina. Mascarenhas foi contundente em afirmar que "não sabia e que tinha feito uma ilação, até sem nenhuma base, que fosse algum executivo do grupo JBS", declarou o executivo.

O Ministério Público Federal ficou intrigado com o e-mail enviado por Marcelo Odebrecht, em que era relatado que de um valor X solicitado, 20 + 5, seriam de Marcelo Odebrecht. Já os outros valores, conforme no e-mail, 37 ficariam como o "açougueiro" e finalmente, chegariam até "Feira", o apelido dado ao marqueteiro João Santana. Ao final, o delator esclareceu que o dinheiro, conforme a soma de 25 + 37, segundo cálculos dos investigadores, poderiam ter como destino as campanhas eleitorais, já que corria o ano de 2014, em plena campanha para a presidência da República, cujo trabalho desempenhado pelos publicitários João Santana e Mônica Moura, serviu à campanha da ex-presidente Dilma Rousseff, segundo as investigações, com base nas informações prestadas pelo delator Hilberto Mascarenhas. #Lava Jato