Mais uma revelação foi feita, a partir da divulgação de conteúdos de acordos de colaboração premiada entre executivos da empreiteira #Odebrecht. A tensão no mundo político nacional, tende a aumentar, de modo exponencial, com o envolvimento de vários políticos na lista do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin. Fachin é o relator da Operação Lava-Jato no STF. A Lava-Jato é a maior operação de combate à corrupção de quem se tem notícia na história do país e é conduzida em primeira instância, pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba no estado do Paraná. A força-tarefa apura bilhões de reais que foram desviados dos cofres públicos do país, principalmente, em se tratando da "sangria" nos cofres públicos da maior estatal brasileira; a Petrobras.

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Encontro em hotel

De acordo com trechos divulgados do acordo de delação premiada do executivo Alexandrino Alencar, da Construtora Odebrecht, o presidente da maior empreiteira do país, Marcelo Odebrecht, teria se encontrado com a ex-ministra e ex-presidenciável pelo PSB, #Marina Silva e que agora é a principal figura política do partido Rede Sustentabilidade. Segundo o diretor de relações institucionais da empreiteira, houve um encontro em um hotel próximo ao aeroporto de Guarulhos, na grande São Paulo, entre Marina Silva e Marcelo Odebrecht e o delator destaca, conforme divulgação de seu depoimento na última quarta-feira (12), que "houve uma conversa de Marcelo Odebrecht com a Marina, em que foram colocados valores e posicionamentos, mesmo que não valores monetários, estratégias e valores culturais", ressaltou o delator.

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Alencar afirmou que em recursos declarados à Justiça, foram doados pela empreiteira cerca de R$ 1,25 milhão para a ex-candidata Marina. Segundo o delator "tudo se tratou de uma conversa de aproximação", disse. Alexandrino de Alencar, segundo as investigações, era o responsável pelos acertos em relação às doações eleitorais a políticos e às campanhas. Quando os investigadores questionaram o motivo de a ex-presidente Dilma ter recebido uma quantia declarada à Justiça bem maior que Marina, de R$ 7 milhões, o delator explicou que deveria ser devido ao momento conturbado das eleições, com a morte do candidato do PSB, Eduardo Campos, em um acidente aéreo.

Marina Silva se manifesta

Marina confirmou que se reuniu em no Hotel Pullmann em Guarulhos (SP) com Marcelo Odebrecht, porém, segundo ela, "discutir sobre o desenvolvimento sustentável do país". Ela disse ainda, através de sua assessoria, que "não tratou de nenhum assunto relativo a financiamento de campanha", afirmou em nota.

Veja o vídeo do depoimento do delator sobre o encontro entre Marcelo Odebrecht e Marina Silva:

#Lava Jato