O ex-diretor da #Odebrecht Ambiental do Tocantins, Mário Amaro da Silveira, teria se "revoltado" com a atitude da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), o motivo seria por ela ter recebido uma quantia indevida da Odebrecht, mas não cumprido com o prometido. Kátia recebeu cerca de R$ 500 mil como uma "ajuda" para a sua campanha eleitoral, mas ela não teria ajudado a beneficiar a empreiteira no Tocantins, apenas recebeu o dinheiro e deixou por isso mesmo. O ex-diretor reclama da traição que Kátia mostrou ter com a Odebrecht.

A senadora é mais uma entre os políticos de vários partidos citados na lista do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator dos processos da Operação Lava Jato na Suprema Corte, Edson Fachin, eles são acusados em sua maioria de #Corrupção e lavagem de dinheiro.

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Na Justiça, o delator Mário Amaro foi enfático ao falar da senadora: “Nunca fez nada por nós".

Amaro contou que um dos funcionários da Odebrecht, José Carvalho, o procurou em sua sala para falar que Kátia estava buscando doações para campanha. Percebendo que a senadora iria pedir dinheiro, Amaro então foi pedir um aval para o presidente da Odebrecht Ambiental, Fernando Reis. O valor autorizado para doação foi "apenas" de R$ 500 mil.

Quem também procurou o delator Mário Amaro foi o marido da senadora, Moisés Pinto Gomes, o motivo foi buscar mais uma contribuição pela atuação de Kátia em benefício da empreiteira em Palmas. A Odebrecht então resolveu investir no Estado "combatendo" uma empresa privada que já fazia atuação na região. Com isso, foram investidos cerca de R$ 400 milhões, mas vários fatores contribuíram negativamente para o negócio não caminhar bem, um deles foi a abertura da Assembleia Legislativa que iria investigar fraudes na Odebrecht.

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Sobre a doação feita em caixa dois para Kátia, seu marido Gomes teria ficado "desconfortável" e não queria que a doação fosse realizada através de um meio ilegal, ele também questionou que o valor era muito baixo. Gomes, então sugeriu que a doação fosse feita pela Braskem, que é a parceira da Odebrecht e tem filial no Rio Grande do Sul, mas Amaro contou que isso não seria possível. Gomes resolveu aceitar a doação ilegal por meio de caixa dois.

O pagamento foi realizado em duas vezes, sendo então parcelas de R$ 250 mil. Agora, a senadora Kátia Abreu é acusada de falsidade ideológica e tenta negar perante a Justiça e a imprensa que nunca utilizou dinheiro público ilegal vindo da Odebrecht, ela afirma que irá "sanar as dúvidas relacionadas a sua conduta" e diz "não saber" o motivo que a levou até a lista do ministro. #Lista de Fachin