As investigações da Operação Lava-Jato, principalmente, em se tratando de político que possuem a prerrogativa de foro privilegiado, ou seja, que são passíveis de serem investigados somente através da mais alta Corte brasileira; o Supremo Tribunal Federal, vêm causando enorme alvoroço no meio político influente em nível nacional. Com a divulgação da lista de investigados no âmbito da Lava-Jato no Supremo, cuja relatoria está sob o comando do ministro Luiz Edson Fachin, já causa preocupação entre governadores, senadores e deputados federais.

Vale ressaltar que há outros políticos citados ou aptos a serem investigados na lista que não possuem a prerrogativa de foro, como por exemplo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ex-presidente Dilma Rousseff, que poderão ter alguns de seus processos encaminhados para a primeira instância, a juízes federais, como Sérgio Moro.

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O magistrado paranaense é o responsável pela condução das investigações da Lava-Jato em primeiro grau, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná.

Governador paulista presente na lista

Segundo dados apresentados no acordo de colaboração premiada entre a Justiça e delatores da empreiteira Odebrecht, o governador de São Paulo, #Geraldo Alckmin, do PSDB, recebeu aproximadamente 10,3 milhões de reais em propinas, provenientes da construtora, durante as campanhas eleitorais de 2010 e 2014. Os recursos ilícitos, segundo os delatores, teriam sido repassados através do caixa dois, ou seja, foram contabilizados do chamado "Departamento de Operações Estruturadas" da Odebrecht, já delatado por ex-funcionários da empresa, como o departamento de distribuição de propinas da empreiteira.

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O mais intrigante, conforme revelado por delatores da maior construtora do país, é o modus operandi com que o governador paulista recebia as propinas. De acordo com os delatores da Odebrecht, o responsável por receber a propina "suja" em nome do governador de São Paulo, era o seu cunhado, Adhemar César Ribeiro.

Segundo relatos do relator da Lava-Jato no Supremo, Edson Fachin, "parte desses valores eram recebidos pessoalmente por Adhemar César, constando que todas as somas investigadas não eram, na verdade, contabilizadas", ressaltou o magistrado. Em sua decisão, Fachin determinou a abertura dos sigilos e envio de todas as declarações dos delatores ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), em relação ao caso que envolve Alckmin, já que a instituição é o órgão responsável por julgar os governadores no país.

Defesa de Alckmin contesta

Em uma nota emitida, o governador Geraldo Alckmin, se defende afirmando que "jamais teria pedido recursos ilícitos em toda a sua vida na política, nem autorizou qualquer pessoa que fizesse em seu nome, além de nunca ter recebido um centavo ilícito", segundo as declarações de Alckmin.

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Ele foi ainda mais contundente ao afirmar que "sempre foi exigente para que suas campanhas fossem feitas dentro da lei", afirmou o governador paulista.

#STF #Lava Jato