Andrea Neves, irmã do senador mineiro do PSDB, #Aécio Neves, demonstrou sinais de desespero e até mesmo, "chorou", em um vídeo publicado nas redes sociais, em que ela se defende de acusações de que teria recebido propinas, por meio do seu irmão, além de também defendê-lo. Andrea, jornalista, já trabalha há vários anos em ações assistenciais, além de ser "alicerce" em ações que apoiam o irmão senador, inclusive, teve papel ativo na campanha presidencial de Aécio, em que ele acabou sendo derrotado pela ex-presidente Dilma Rousseff. A jornalista de 58 anos de idade, afirmou categoricamente, que "provará a inocência dos Neves", ressaltou em um vídeo postado.

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Ela afirmou ainda, que é "mentiroso", o conteúdo apresentado em reportagem publicada pela revista Veja, em que é retratado que um dos delatores da empreiteira Odebrecht, afirmou que o senador Aécio Neves, teria sido beneficiado com propinas da Petrobras.

Recebimento de propinas

A denúncia, segundo reportagem veiculada na imprensa, se refere ao recebimento de propina originária da maior empreiteira do país. De acordo com a reportagem da última sexta-feira (31), veiculada na revista Veja, o senador Aécio Neves teria sido beneficiário de propinas, em que teve como operadora de uma conta bancária em Nova York, sua irmã Andrea Neves. Andrea foi enfática em se defender da acusação ao afirmar que para ela, "assim como também disse o senador Aécio Neves no sábado à noite, tanto importa quem seja o mentiroso, seja o delator ou a fonte da revista, pois o que realmente interessa, é a mentira. Isso que está acontecendo, não sei o motivo para tanto ódio, tanta irresponsabilidade em atacar de forma tão covarde a vida das pessoas", desabafou Andrea Neves, alternando momentos de choro.

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De acordo com a publicação, o conteúdo da delação do ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Junior, em acordo de colaboração premiada, já homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), retrata que "o senador Aécio Neves recebeu uma contrapartida em relação ao atendimento dos interesses da construtora Odebrecht, em obras, como por exemplo: a Cidade Administrativa em Minas Gerais e a usina Santo Antonio em Rondônia, cujo consórcio foi integrado pela estatal mineira Cemig, ", relatou o delator.

Aécio e irmã se defendem das acusações

O senador Aécio Neves se defendeu afirmando que não existe nenhuma conta atribuída a ele, nem nos Estados Unidos, nem em qualquer outro lugar do mundo e que "sua relação com o ex-diretor da Odebrecht, Benedicto Junior, era formal, sem qualquer intimidade", ressaltou. Andrea Neves, em tom de voz embargada, disse em um vídeo publicado nas redes sociais, que "gostaria de poder olhar no olho de cada pessoa, cada amigo que a conhece e dizer que é tudo mentira e que irá provar isso".

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A jornalista salientou ainda que "ontem, durante a noite, o advogado do delator desmentiu a revista Veja, ao afirmar que seu cliente jamais mencionou o nome dela ou mesmo, a existência da falsa conta bancária no exterior", concluiu.

Veja o vídeo de "desabafo" de Andrea Neves:

#Lava Jato #Corrupção