João #Doria, através da administração regional da Sé, proibiu que a Central Única dos Trabalhadores (#CUT) realizasse a festa do dia 1° de maio (Dia do Trabalhador) na Avenida Paulista. O evento já estava sendo divulgado pela Central e essa atitude do prefeito deixou o sindicato revoltado.

De acordo com a prefeitura, foi combinado com o Ministério Público a permissão de apenas três eventos na Paulista: A Parada Gay, A corrida de São Silvestre e a festa de Réveillon.

A Cut falou que não recebeu nenhuma notificação e que continuará com os preparativos para a festa. Membros do sindicato estão entrando em contato com a prefeitura para reverter a decisão de Doria.

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A entidade comentou que já estava tudo certo para a festa. Foram feitas reuniões com a Polícia Militar (PM) e materiais já foram distribuídos para divulgar o evento. Segundo o sindicato, seria um grande problema alterar, em cima da hora, o local da festa. A CUT, para reverter essa decisão do prefeito, argumentará que já foram feitas várias festas da entidade na Paulista e que o Ministério Público proíbe festas que duram muitas horas e podem atrapalhar os hospitais da região. Eles disseram que esse não é o caso deles.

Protestos

A greve geral, desta sexta-feira (28), tem como objetivo protestos contra a reforma trabalhista e previdenciária. Os manifestantes podem causar um grande caos na vida daqueles que decidirem ir trabalhar. Estão previstos atrasos de voo e transtornos para os passageiros de transportes públicos.

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O MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) afirmou que irá bloquear estradas e avenidas e dificultará o acesso até os principais aeroportos de São Paulo.

O prefeito João Doria, totalmente contra essa greve, deixou bem claro aos funcionários da prefeitura que se alguém faltar para ir participar dessa greve, ela irá cortar os pontos dos funcionários. Será tudo descontado na folha de pagamento.

Greve de motivo político

Luís Antonio dos Santos Junior, especialista em direito trabalhista, disse que a greve é um direto das pessoas lutarem por seus objetivos e elas não podem receber advertência se aderirem à paralisação. Porém, ele entende um pouco o pensamento de Doria. O grande problema está na legitimidade da paralisação. Se a greve tiver motivos políticos infiltrados no meio, ela pode sim ser punida por quem aderir.

Concluindo, Doria pode cortar o ponto dos funcionários se for constatada que a greve tem cunho político.