As novas acusações de corrupção, feitas pelos ex-executivos da empreiteiras envolvidas na #Lava Jato, contra o ex-presidente #Lula da Silva, fizeram com que o Partido dos Trabalhadores incluísse em suas discussões internas, análises e novas estratégias para a disputa das Eleições Presidenciais de 2018.

O partido já aventa a possibilidade real de não poder contar com o líder máximo da sigla na disputa do próximo pleito presidencial.

Alem da análise do atual cenário político, o receio do PT é de que uma condenação na Operação Lava Jato em segunda instância torne Lula inelegível, baseado na Lei da Ficha Limpa.

A reação do partido diante das novas suspeitas levantadas na últimas semanas, é a de se empenhar no reforço da defesa de seu candidato, com ações nas redes sociais e movimento de rua.

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Salientando que, internamente, ninguém no PT ousa cobrar explicações nem questionar o ex-presidente.

Na operação Lava Jato, o Partido dos Trabalhadores (PT) vê o ex-presidente como alvo de perseguição e de uma campanha visando o impedimento de sua candidatura ao cargo em 2018.

PT teme condenação de Lula na Lava Jato

A divulgação de depoimentos da Odebrecht e da delação de Léo Pinheiro, empreiteiro da OAS, dão novo status à possibilidade antes vista pelo PT como remota, que seria de uma condenação de Luiz Inácio Lula da Silva.

Líderes do partido avaliam que, mesmo não havendo confirmação das novas acusações com a apresentação de provas materiais, elas engrossam o caldo de provas com base em indícios, chamadas de “provas indiciárias”.

Provas estas que poderiam, pelo volume e baseadas na "teoria do domínio do fato", sustentar um pedido de condenação do ex-presidente Lula.

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A mesma teoria que levou o petista José Dirceu para a prisão no esquema do "mensalão".

Baseados na delação da Odebrecht, o petista Lula já é alvo de seis pedidos de abertura de inquérito a primeira instância na Justiça Federal, remetidos pelo relator da operação, ministro Edson Fachin do STF (Supremo Tribunal Federal).

Para o partido do ex-presidente, os conteúdos da lista de Fachin e da delação de Léo Pinheiro não mudam o cenário diante do eleitor cativo, mas podem afastar eleitores que estariam se convencendo a votar novamente em Lula, devido às políticas impopulares da gestão de Michel Temer.

Porém, o partido pondera que tudo isso pode dificultar os discursos da militância em defesa de Lula, e já se começa a falar em um cenário no qual o ex-presidente figuraria como cabo eleitoral, com grande poder para transferir seus votos para outro candidato.

Uma possibilidade aventada pelo partido seria a de indicar um vice para a chapa de candidato do PDT, Ciro Gomes, o nome mais cogitado seria o Fernando Haddad, ex-prefeito da capital São Paulo.

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Lula diz que vai "engolir" Sérgio Moro em depoimento

Segundo diz a notícia do site da Veja.com, o discurso de Lula às pessoas próximas a ele é de que, devido ao juíz Sérgio Moro não ter provas no caso do triplex do Guarujá, o petista estaria convicto de que vai “engolir” o juiz no dia do interrogatório.

Dentro da estratégia de mobilização popular em defesa de Lula e a criação de um discurso favorável, o ex-presidente pedirá a Moro que seu depoimento em Curitiba, agora datado para o dia 10 de maio, seja transmitido ao vivo para todo país.

Entre as intenções de Lula, ao pedir a transmissão "ao vivo" de seu interrogatório, está a de evitar um "vazamento seletivo" de seu depoimento. #Sergio Moro