Em uma palestra recente realizada na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, através da Brazil Conference, a ex-presidente da República, Dilma Rousseff, palestrou sobre vários assuntos, entretanto, se "enrolou" ao se expressar a respeito de assuntos polêmicos, em se tratando dos escândalos de corrupção no Brasil e principalmente, ao se deparou com uma situação "inusitada" ao ser peguntada sobre as investigações da Operação Lava-Jato e a respeito do juiz federal Sérgio Moro. A Operação Lava-Jato é á maior operação de combate à corrupção de que se tem notícia na história do país e é comandada em primeira instância pelo magistrado paranaense, a partir da décima terceira Vara Criminal da justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná.

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Dilma se assusta com pergunta sobre Moro

Dilma, como de hábito, se utilizou da velha narrativa petista de "golpe", durante sua fala. A ex-mandatária do país demonstrou preocupação ao mencionar a possibilidade de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tenha que enfrentar a prisão, seja através da Lava-Jato, ou por meio de outras acusações em operações implementadas pela Polícia Federal. Dilma acabou sendo pouco aplaudida e além disso, também foi vaiada pelo público presente no evento. Dilma tentou explicar que durante seu governo, a Operação Lava-Jato pôde viabilizar a prisão de corruptos e os processos de colaboração premiada.

Entretanto, a ex-presidente "se assustou" ao ser questionada sobre o papel do juiz Sérgio Moro, na investigação dos graves escândalos de corrupção que proporcionaram a "sangria" dos cofres públicos da Petrobras; considerada a maior estatal brasileira.

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Dilma se recusou a responder as perguntas da platéia sobre Sérgio Moro: "Vocês estão doidos que eu possa responder sobre as atitudes dele (Sérgio Moro).Mas eu passo a pergunta", disse a ex-mandatária.

Ela aproveitou para fazer uma crítica "indireta" ao trabalho da força-tarefa de combate à corrupção e ao trabalho desempenhado pela Justiça Federal, ao se referir às investigações, negando ter feito qualquer tipo de interferência na Lava-Jato: "Jamais interferi na Lava-Jato, mas não é admissível que um juiz fale fora dos autos e acarretando ainda, que ele seja amigo do réu", afirmou.Dilma reclamou dos organizadores do evento que o tempo para suas respostas era muito curto e resolveu ainda fazer uma autocrítica, dizendo que o "erro gravíssimo cometido em seu governo, foram as desonerações", ressaltou.

Veja o vídeo em que Dilma se recusa a comentar sobre o juiz Sérgio Moro. Minuto 01:45:

#SérgioMoro #Dilma Rousseff #Lava Jato