Uma das mais promissoras lideranças políticas que vem ganhando espaço dentro do PSDB e que angaria a cada dia grande apoio popular, o prefeito de São Paulo João Doria, resolveu falar sobre a situação de políticos tradicionais e de "peso" dentro do seu partido que encontram-se envolvidos nos processos que envolvem a Operação Lava-Jato, a partir de divulgação do conteúdo de delações premiadas, por parte do relator da operação no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Edson Fachin. Nesta quarta-feira (12), o prefeito paulistano foi categórico e disse, de modo contundente, sobre a abertura de inquéritos de investigação, em se tratando de determinação do ministro Fachin, que é o relator da Lava-Jato no Supremo.

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A lista do ministro contêm vários nomes da política nacional, envolvendo ministros de governo da gestão do presidente da República, Michel Temer, como também, governadores, senadores, deputados federais e políticos que já não possuem mais a prerrogativa de foro privilegiado, como por exemplo, os ex-presidentes da República, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Doria deixa o 'recado'

Segundo João Doria, "apesar de que as investigações não signifiquem até o momento uma punição, percebe-se que sempre há um desgaste para a classe política brasileira, de modo geral", ressaltou o prefeito de São Paulo, em alusão à divulgação da lista de envolvidos do ministro relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin. Vale lembrar que João Doria se considera um "gestor" e não um político.

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As declarações enfáticas do prefeito de São Paulo, foram dadas após a chegada a Seoul, capital da Coreia do Sul, com o intuito de alavancar investimentos e parcerias em projetos de privatização e concessões para a capital paulista.

O prefeito havia sido questionado sobre o envolvimento de líderes tucanos, os chamados "caciques" do PSDB, segundo informações repassadas por delatores, especialmente da empreiteira Odebrecht, de acordo com os acordos firmados de colaboração premiada. As afirmações de Doria, tiveram por base , a situação de políticos como Geraldo Alckmin, José Serra e Aécio Neves, que estão envolvidos na Lava-Jato. O prefeito disse que "Alckmin é um homem decente e um dos melhores políticos do país, que deverá saber formular a sua própria defesa", ressaltou em defesa do governador de São Paulo. Entretanto, o prefeito apoia a Operação Lava-Jato enfaticamente: "A abertura dos inquéritos, acaba manchando aqueles que não procederam bem, de modo evidente. Porém não afeta a democracia. Pelo contrário, fortalece a democracia", concluiu o prefeito, em defesa da Operação Lava-Jato. #STF #João Dória #Lava Jato