O senador alagoano #Renan Calheiros, do PMDB, demonstrou grande insatisfação com o s rumos tomados pelo #Governo do presidente Michel Temer. O senador que já foi presidente do Congresso Nacional, demonstra interesse em se afastar definitivamente em relação às medidas tomadas pelo governo federal, principalmente, em se tratando de reformas imprescindíveis para o país, que necessitam todo o cuidado e discussão em relação aos projetos que vierem a ser apresentados, antecipando assim, a implementação. As ações de Renan podem até ser encaradas como uma forma de "ameaça" à estabilidade da base de apoio ao governo.

O senador pretende convocar a bancada do PMDB no Senado Federal, para que faça uma espécie de inserção no governo e possa, dessa forma, dialogar sobre as reformas.

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Calheiros lembrou ainda que o PMDB responde por cerca de 30% dos votos na Casa Legislativa e que os parlamentares da sigla são cruciais para que os projetos de interesse do governo federal, sejam aprovados.

Reformas no país

Renan Calheiros criticou abertamente a reforma da Previdência Social. Outro motivo de "discórdia" entre Renan Calheiros e o Palácio do Planalto, é a proposta de terceirização. O senador estava trabalhando para que ela não se viabilizasse de modo que fosse irrestrita, ampla e geral. Entretanto, o presidente #Michel Temer já sancionou o projeto apresentado na Câmara dos Deputados, com poucas alterações. O descontentamento do senador Renan Calheiros, pode ter como "pano de fundo", a falta de apoio do governo.

O senador tentou, até o momento, sem sucesso que fosse aprovado seu projeto de "lei de abuso de autoridade", que, na prática, tenta "criminalizar" a ação de juízes federais e procuradores que combatem a corrupção.

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Um dos prováveis alvos do projeto que tem na relatoria, o senador Roberto Requião, é a Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, que é conduzida em primeira instância, pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná. Renan Calheiros foi enfático ao afirmar que "não quer participar do governo Temer, nem mesmo indicar ninguém e hoje, como líder de bancada, mais do que nunca, diante de toda a insatisfação", ressaltou.