O ex-presidente da maior construtora do país, o patriarca Emílio Alves #Odebrecht, forneceu informações extremamente valiosas para as investigações da Operação Lava-Jato, de acordo com o seu processo de colaboração premiada. A divulgação de trechos do conteúdo apresentado, veio à tona, a partir da divulgação de vazamentos da lista do relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Edson Fachin. O conteúdo de trechos "explosivos" dão conta da prática de lobby, implementada pelo ex-presidente da República, Luiz Inácio #Lula da Silva. As informações de Emílio Odebrecht foram confirmadas a partir de outro depoimento, em referência ao processo de delação premiada do ex-diretor de relações institucionais da empreiteira, Alexandrino Alencar.

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Tráfico de influência no governo petista

Segundo os delatores Emílio Odebrecht e Alexandrino Alencar, conforme informações e evidências apresentadas em seus acordos respectivos de colaboração premiada junto à Polícia Federal e Ministério Público, afirmaram em seus depoimentos que o ex-presidente Lula pediu ajuda à empreiteira de modo que pudessem apoiar os negócios do seu filho caçula, Luís Cláudio Lula da Silva. A eventual "ajuda" seria recompensada com a promessa do ex-presidente em "melhorar" o relacionamento da empreiteira Odebrecht, juntamente ao governo da ex-presidente Dilma Rousseff. De acordo com a petição do ministro relator da Lava-Jato no Supremo, Edson Fachin, encaminhada à Justiça Federal do Paraná, os delatores foram contundentes em afirmar que tiveram uma reunião com o filho de Lula, Luís Cláudio, para que pudessem tratar de apoio a um projeto denominado "Touchdown".

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Esse projeto consistia na criação de uma liga de futebol americano no Brasil.

Luís Cláudio Lula da Silva também é investigado no âmbito da Operação Zelotes, da Polícia Federal, que apura o recebimento da quantia de R$ 2,5 milhões destinados ao filho de Lula, provenientes da empresa Mautoni & Marcondes, representante no segmento atendia aos interesses de montadoras de automóveis em Brasília. Os recursos teriam como destino a empresa de Luís Cláudio, LFT Marketing Esportivo.

Instituto Lula nega as acusações

O Instituto Lula, atribuído ao ex-presidente, negou que "os advogados não possuem conhecimento dos autos e reiterou que Lula nunca agiu na ilegalidade, ao afirmar que o ex-presidente vem sendo alvo de acusações consideradas frívolas, sem que haja nenhuma materialidade", afirmou o Instituto em defesa de Lula. Com as acusações dos delatores da Odebrecht, a situação de Lula tende a se complicar ainda mais perante à Justiça Federal do Paraná, cujo depoimento presencial de Lula ao juiz Sérgio Moro, está agendado para a data de 03 de maio próximo. #Lava Jato