O jornal francês “Le Figaro” parece que em alguns momentos está mais conectado à #Crise econômica e política do Brasil do que os próprios meios de notícias nacionais; tanto é assim que os jornalistas franceses escolheram a seguinte manchete bombástica: "Brasil está ameaçado de paralisia", para destaque internacional do periódico referente as terríveis conseqüências da ordem do ministro do #STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, para que se investigue sem restrições inúmeros parlamentares, ministros e outros membros oriundos da sociedade dos políticos do maior país latino-americano.

O jornal francês afirmou que a população do Brasil se apavora cada vez mais com escândalo após escândalo de corrupções envolvendo a construtora Odebrecht e os políticos de carteirinha do mais alto escalão do governo federal.

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Não é à toa que a foto da manchete francesa, traz a imagem de ponta-cabeça de Michel Temer, afirmando que o presidente foi o responsável direto pelo desvio da bagatela de 38 milhões de euros com o único intuito de patrocinar a campanha do seu partido, o PMDB. Fato esse que mediante a imunidade conferida a Temer de acordo com as leis brasileiras, não dará em nada, ao menos até o término do seu mandato enquanto presidente, que será em 2018.

Os valores do dinheiro desviado atingem índices estratosféricos e alguns dos outros políticos que se beneficiaram nesse mar de lama e corrupção moral foram Eduardo Paes, ex-prefeito da Cidade do Rio de Janeiro, que teve a chance de amealhar 4,5 milhões de euros durante as Olimpíadas de 2016, e o ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves, que é um dos principais líderes do PSDB.

O artigo do Le Figaro destaca as palavras do empresário Marcelo Odebecht que disse que "não conhece um político do Brasil que não tenha sido eleito com caixa 2".

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Essa frase que pode ser considerada no mínimo amoral faz com que os brasileiros realmente percam a esperança e encontrem a frustração como companheira no que diz respeito à perspectiva de um futuro melhor para o país e suas próximas gerações de filhos e cidadãos.

A situação interna no Brasil é tão catastrófica que até mesmo o religioso católico Dom Leonardo Steiner, secretário-geral da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos Brasileiros) veio a público falar que tudo o que está acontecendo nada mais é do que uma "fotografia em alta definição que mostra a necessidade urgente de uma reforma política no Brasil"; sendo que o religioso advoga pela alteração drástica no sistema político nacional.

As investigações por meio das provas técnicas e depoimentos por parte do STF devem durar até as eleições de 2018, mas ainda assim, como que em uma medida corporativista de proteção mútua, os políticos fazem tramitar no Congresso muitos projetos de lei, restringindo o poder de ação dos juízes.

Apesar do quadro apocalíptico no Brasil, o presidente Michel Temer não acredita que o seu governo venha a ser paralisado; porém, especialistas em política brasileira já ousam afirmar que, por exemplo, a reforma do sistema de aposentadorias corre sério risco de não acontecer mais devido a antipatia da maior parte da população para com as medidas propostas por Temer e sua trupe.

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#Michel Temer