Após solicitar que oito investigações baseadas nas delações da Odebrecht não sejam enviadas ao Juiz Federal Sérgio #Moro, responsável pela operação Lava Jato em primeira instância, o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva aumentou a ênfase em seu discurso com ares desafiadores no seminário "Estratégia para a Economia Brasileira, desenvolvimento, Soberania e Inclusão", evento organizado pelo Partido dos Trabalhadores com verba do fundo partidário.

Em discurso enfático na tarde dessa segunda-feira, o ex-presidente #Lula disse que está com "vontade de brigar" e que, se precisar, terá que ser candidato para fazer mais.

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Alvo da Lava Jato e já réu em cinco ações, Lula também afirmou estar sendo tratado pior do que outros investigados, reforçando o discurso de perseguição política mantido pelo petista e seus correligionários.

"Está chegando a hora de parar com o falatório e mostrar a prova. Quero que mostre um real fora do país nas minhas contas. Prove um, não estou pedindo dois, um real... Estou com muita vontade de brigar!", disse o ex-presidente.

Lula prometeu dizer “tudo o que pensa” em seu depoimento ao juiz Sérgio Moro e disse não se importar em prestar depoimento, entrando em contradição com a solicitação da sua defesa ao Ministro do STF Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF reconsidere sua decisão de mandar para a Justiça Federal do Paraná, oito pedidos de investigação feitos pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

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No mesmo seminário encontrava-se a Senadora Gleisi Hoffman também investigada na Lava Jato e citada na lista do Ministro Fachin, alguns ex-ministros da gestão petista e deputados federais do Partido dos Trabalhadores.

"Nós temos a plena consciência de que há uma estratégia estabelecida por aquelas forças que fizeram o impeachment, e seus aliados, a grande mídia e o Ministério Público, de criar um impedimento à candidatura de Lula", disse o senador Humberto Costa (PT-PE), que estava presente no seminário e também é alvo de inquérito instalado no âmbito da Operação Lava Jato.

No dia 10 de maio, o ex-presidente e o Juiz Federal Sérgio Moro ficarão cara a cara. A data prevista era o dia 3 de maio, porém, atendendo ao pedido da Polícia Federal, o juiz adiou em uma semana o encontro e há uma grande expectativa, pois é a primeira vez que Lula ficará frente a frente com o juiz após tornar-se réu. Uma mega operação será montada para garantir a segurança do juiz e do ex-presidente. #Lava-Jato