O ex-assessor especial do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, Ary Costa Filho, o "Ary Fichinha", decidiu procurar ajuda na igreja para se livrar das duras penas da Justiça. O operador de #cabral é um dos "cabeça chave' do esquema criminoso do ex-governador. Ele é acusado de lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Ary pediu para que o #Padre Marcelino Modelski fosse convocado para ser testemunha de defesa. O padre, atualmente, celebra na Igreja São Benedito, em São Paulo.

Em 2010, esse mesmo padre celebrou, no Palácio Laranjeiras, Rio de Janeiro, a renovação dos votos do casamento de Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo.

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Ele abençoou a aliança do casal em uma cerimônia repleta de convidados e que oferecia muito glamour e luxo.

Os advogados de Ary pedem que a denúncia contra o ex-assessor seja rejeitada pelo juiz Marcelo Bretas, por falta de provas e pela não participação do operador no esquema. Enquanto o ex-assessor apena para a ajuda de um padre, Sérgio Cabral corre contra o tempo para conseguir fazer uma delação premiada, que por enquanto, não está sendo aceita pelos investigadores.

Acusações

O operador "Ary Fichinha" é investigado pela Procuradoria da República suspeito de ter lavado R$ 10 milhões de propina, através de uma concessionária de carros e pela compra de imóveis no Rio de Janeiro. Desse total de R$ 10 milhões, R$ 8 milhões foram destinados para Cabral.

O operador era servidor da Secretaria de Estado da Fazenda do Rio e foi exonerado no final de 2016.

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Ele foi preso na Operação Mascate, que é um desdobramento da Operação Calicute, que prendeu o ex-governador.

O padre Marcelo Modelski foi procurado para comentar o caso, mas não foi encontrado até o fechamento desta matéria.

Delação de Cabral

O ex-governador do Rio está disposto a fazer delação premiada e amenizar a sua pena, porém, sua delação, até agora, não foi aceita e nem negociada pelo Ministério Público Federal (MPF). Para o que tudo indica, se depender da força-tarefa da Lava Jato, as negociações não avançarão. Na visão dos investigadores, Cabral preso é melhor para a sociedade do que uma eventual colaboração com a Justiça.

Dificilmente ele escapará de uma pena pesada. Os advogados preveem 44 anos, porém pode ser muito maior o seu tempo na prisão. #Corrupção