A ministra aposentada do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ex-corregedora nacional de #Justiça, Eliana Calmon, fez previsões extremamente importantes em entrevista concedida à imprensa por telefone, nesta quinta-feira (13). Ela foi enfática em afirmar que as alegações de investigados ou mesmo de autoridades, de que a Operação Lava-Jato criminaliza os partidos e também a atividade política, é uma maneira de tentar inibir as investigações da maior operação de combate à #Corrupção de que se têm notícia na história do país..

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Ela avaliou ainda, o posicionamento dos envolvidos em escândalos de corrupção, a partir da divulgação de trechos de delações premiadas de empreiteiros, que vieram a público recentemente. A ministra ressaltou que não ficou surpresa a respeito do grande número de políticos dos principais partidos da conjuntura brasileira, delatados nos processos. Segundo ela, isso se reflete pelo "sistema político brasileiro que está apodrecido".

'Lava Jato vai chegar no Poder Judiciário'

A ex-ministra Eliana Calmon, durante sua entrevista, fez revelações surpreendentes. Ela afirmou que "em seu entendimento, a Lava-Jato assumiu um posicionamento político, ou seja atingiu os Poderes Executivo, Legislativo e também o poder econômico no país e que, em um segundo momento, a Lava-Jato vai pegar o Judiciário", afirmou. Eliana Calmon ressaltou que o "Judiciário vendo sendo preservado, de modo que não possa enfraquecer as investigações, principalmente no âmbito da Lava-Jato", disse, Porém, a ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça, concluiu que "muita coisa vai vir à tona", e alusão ao sistema judiciário do país.

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Entretanto, tudo deverá acontecer em um segundo momento.

Ao ser questionada sobre quais políticos envolvidos nos processos de corrupção, a partir de relatos de empreiteiros e ex-executivos da Construtora Odebrecht por estarem na lista de delatados e que tenham trazido grande "surpresa" à ex-ministra, ela mencionou dois políticos do PSDB. Ela se referia ao senador José Serra, do PSDB de São Paulo e também ao atual ministro das Relações Exteriores do governo Michel Temer, Aloysio Nunes Ferreira. Ambos estão envolvidos nas delações de representantes da Odebrecht, que fizeram acordos de colaboração premiada juntamente à Justiça Federal e Ministério Público Federal.

A ministra Eliana Calmon recordou ainda um episódio, ocorrido durante o ano de 2011, em que ela foi alvo de críticas por afirmar que "havia bandidos atrás de toga". Ela concluiu ainda que "do tempo em que tinha sido corregedora, até o período atual, as coisas não melhoraram", assegurando que "os políticos envolvidos em corrupção jamais temeram a Justiça e o Ministério Público. Porém, o que eles temem, é a mídia e a opinião pública", declarou a magistrada. #Lava Jato