O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), colocou em votação na Casa, esta terça feira (18), a proposta de requerimento de urgência para que o parecer da reforma trabalhista seja apreciado pelos parlamentares na comissão especial que durou até esta quinta-feira (20). Aprovada na comissão, a proposta deve ser analisada em plenário até o próximo dia 25 deste mês, segundo previsão de Maia.

Um dos principais pontos da proposta de reforma trabalhista proposta pelo deputado Federal Rogério Marinho (PSDB) é o fim da obrigatoriedade de contribuição do #Imposto Sindical, com a mudança o desconto só poderá ocorrer com a solicitação do trabalhador, diferente da situação atual em que o trabalhador contribui involuntariamente.

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O relator também afirmou que a contribuição sindical era uma "herança do regime fascista" uma vez que tinha como principal objetivo subsidiar financeiramente os sindicatos para que dessem sustentação ao governo, disse o relator.

Segundo o relator da reforma trabalhista há cerca de 17 mil sindicatos no Brasil e a arrecadação anual está próxima de 4 bilhões por ano.

A reforma trabalhista tem como objetivo flexibilizar leis trabalhistas e com isso diminuir o número de desempregados no país que já ultrapassa o número de 12 milhões de brasileiros. Em entrevista ao programa 'Roda Viva' o relator da reforma afirmou que o excesso de tutela do Estado está inibindo o acesso ao emprego.

O atual ministro do Trabalho Ronaldo Nogueira (PTB) disse nesta terça-feira (18) que o governo não pode "surpreender o trabalhador" com o acréscimo na reforma trabalhista de pontos que não haviam sido acordados com centrais sindicais no inicio do ano, quando encaminhou sua proposta ao congresso.

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“O governo quer uma reforma que consolide direitos, dê segurança jurídica e gere empregos. O que o governo não pode é surpreender o trabalhador e o empregador.” afirmou o ministro do trabalho.

Centrais sindicais já se organizam para uma eventual greve geral no dia 28 de abril em forma de protesto contra a reforma trabalhista, uma greve que caso tome grandes proporções pode afetar o resultado da reforma trabalhista, uma vez que o congresso está fragilizado por conta das delações afetando diretamente as propostas de reformas que são mais 'impopulares' propostas pelo governo.

Além do fim da obrigatoriedade do imposto sindical a reforma trabalhista também trata de outros pontos polêmicos, como a divisão das férias em até 3 partes, remuneração por produção e banco de horas.

Para o presidente da República Michel #Temer, a aprovação da urgência na apreciação da proposta é a prova de que o congresso está "firme" no seu apoio à proposta.